Vulcão submarino revela secreto de 4,5 bilhões de anos dentro da Terra hoje
*Entidades: Prof. dr.** Steven Desch, astrônomo do Departamento de Física da Universidade do Arizona, nos EUA, analisou amostras de lava do vulcão Kamaʻehuakanaloa, em uma região submarina próxima ao Havaí, que foram coletadas a partir do manto terrestre e transportadas pela lava durante 4,5 bilhões de anos. O vulcão responsável era bem mais recente, começando a se formar há pelo menos 400 mil anos.
Um vulcão submarino na região dos Estados Unidos trouxe à superfície uma substância química que pode ter sobrevivido por 4,5 bilhões de anos dentro da Terra. O estudo foi realizado pelo pesquisador Steven Desch, do Departamento de Física da Universidade do Arizona, nos EUA. A substância, encontrada em uma amostra de lava do vulcão Kamaʻehuakanaloa, foi coletada a partir do manto terrestre e transportada pela lava. O vulcão está localizado em uma região submarina próxima ao Havaí e começou a se formar há pelo menos 400 mil anos.
A análise feita por Desch revelou uma proporção diferente de potássio em relação às rochas atuais e às composições conhecidas de meteoritos. Essa diferença serve como uma marca de origem da substância química encontrada. A hipótese é que parte do material que formou a Terra jovem permaneu isolada em regiões profundas do manto por bilhões de anos. O magma eventualmente removia pequenas quantidades desse material e transportava suas assinaturas químicas até a superfície. O Kamaʻehuakanaloa, vulcão submarino, está ligado ao ponto quente que alimenta o vulcanismo da região e é muito mais recente. Os pesquisadores acreditam que o magma pode começar a subir em partes profundas do manto e atravessar diferentes camadas, incorporando componentes encontrados ao longo da caminhada e transportando os materiais mais antigos até a superfície.
A descoberta pode trazer informações valiosas sobre a formação da Terra, especialmente sobre o impacto da colisão que ocorreu há 4,5 bilhões de anos e levou à formação dos detritos que se reuniram e se tornaram a Lua. Os isótopos de potássio analisados nas amostras revelam uma quantidade relativamente menor de potássio-40 em comparação com as rochas terrestres comuns. A deficiência de potássio-40 nas amostras pode ser uma marca de origem dos materiais mais antigos.
A análise dos isótopos de potássio nas amostras pode contribuir significativamente para o conhecimento sobre a história da Terra. Como o vulcão Kamaʻehuakanaloa é bem mais recente em comparação com os materiais analisados nas amostras de lava, a pesquisa sugere que o magma pode transportar materiais antigos até a superfície através das regiões profundas do manto. O Kamaʻehuakanaloa, vulcão submarino, continua ligado ao ponto quente que alimenta o vulcanismo da região.
Os pesquisadores sugerem que a deficiência de potássio-40 nas amostras pode ser uma indicação de que o material analisado remonta à formação da Terra. A colisão que ocorreu com a proto-Terra pode ter alterado a composição de potássio do planeta e as amostras deficientes em potássio-40 podem ser resíduos da época anterior a essa alteração. Os cientistas também consideram que os resultados possam ter implicações para o nosso entendimento da formação da Terra e da história da Lua.
A equipe de pesquisa que conduziu a análise trabalhou com amostras de lava que foram coletadas a partir do vulcão Kamaʻehuakanaloa e posteriormente analisadas. As amostras de lava, formadas por material vindo do interior do planeta, revelaram uma assinatura química incomum em relação às rochas atuais.
Além disso, os pesquisadores observaram que as amostras de lava apresentavam uma porcentagem menor de potássio-40 em relação às rochas terrestres comuns e às composições conhecidas de meteoritos. A pesquisa sugeriu que essa deficiência de potássio-40 nas amostras pode ser uma indicação de que essas são as resíduos de material antigas da época da formação da terra.
A pesquisa apresentada nos resultados dos estudos é uma contribuição interessante para o entendimento da formação da Terra e da história da Lua. As análises dos isótopos de potássio nas amostras de lava podem ajudar a fornecer novos dados sobre a composição química da Terra e a forma como ela mudou ao longo do tempo.
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