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Luiz Carlos Barreto, lenda do Cinema Novo, morre aos 98: veja seus principais clássicos

Luiz Carlos Barreto, produtor, diretor e fotógrafo do cinema brasileiro, morreu na madrugada de quarta-feira, 22 de maio, aos 98 anos, em local não especificado. O falecimento de Luiz Carlos Barreto ocorreu porque ele estava com a saúde debilitada desde março de 2024, quando sofreu uma queda durante uma homenagem no Ceará. É importante ressaltar que Luiz Carlos Barreto foi um dos nomes mais importantes da história do cinema brasileiro, tendo participado de alguns dos momentos mais importantes da história do audiovisual brasileiro. Luiz Carlos Barreto, ligado ao movimento Cinema Novo, que revolucionou a produção nacional nos anos 1960, atuou como fotógrafo, roteirista, diretor e produtor. Luiz Carlos Barreto, graduado em Letras, também trabalhou como jornalista e fotojornalista antes de ingressar definitivamente no cinema.

Luiz Carlos Barreto fundou a LC Barreto Produções Cinematográficas em maio de 1963, produtora que se tornaria uma das mais influentes do país. Através da empresa, Luiz Carlos Barreto ajudou a levar às telas obras como “Garrincha – Alegria do Povo” (1963), “A Hora e Vez de Augusto Matraga” (1965), “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” (1969) e “Brasil Ano 2000” (1969). Luiz Carlos Barreto, como diretor de fotografia, assinou dois marcos do período: “Vidas Secas” (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha. Luiz Carlos Barreto alcançou maior reconhecimento como produtor, participando de mais de 80 produções ao longo da trajetória. O maior sucesso comercial de Luiz Carlos Barreto foi “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), dirigido por seu filho Bruno Barreto, que levou quase 11 milhões de espectadores aos cinemas brasileiros.

Luiz Carlos Barreto nasceu em Sobral, no Ceará, em 1928, e se mudou para o Rio de Janeiro logo cedo. Luiz Carlos Barreto atuou primeiro na revista ‘A Cigarra’ e depois em ‘O Cruzeiro’, publicação na qual se dedicou à fotografia. Foi durante esse período que Luiz Carlos Barreto conheceu Lucy Barreto, em 1952, com quem se casou em Paris, em 1954. O casal formou uma das parcerias mais duradouras e influentes do cinema brasileiro. O interesse definitivo pelo audiovisual surgiu após a aproximação com Nelson Pereira dos Santos e Glauber Rocha. Em 1961, Luiz Carlos Barreto estreou como corroteirista e coprodutor de “Assalto ao Trem Pagador” (1962). Ao lado de Lucy Barreto, Luiz Carlos Barreto formou uma das famílias mais tradicionais do audiovisual brasileiro, com os filhos Bruno, Fábio e Paula Barreto seguindo carreira no setor. Bruno Barreto dirigiu sucessos como “O Que É Isso, Companheiro?”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1998. Já Fábio Barreto comandou “O Quatrilho”, também indicado à principal premiação do cinema.

A carreira de Luiz Carlos Barreto reflete a rica história do cinema brasileiro, com participações significativas em mais de 60 anos de atividade. Através de sua produtora, Luiz Carlos Barreto contribuiu para a criação de obras que marcaram a cultura brasileira. Com o falecimento de Luiz Carlos Barreto, o cinema brasileiro perde uma figura icônica e influente, que deixou um legado duradouro na indústria audiovisual. A importância de Luiz Carlos Barreto está não apenas em seus próprios trabalhos, mas também no impacto que teve na formação de novas gerações de cineastas brasileiros. Através de sua contribuição para o desenvolvimento do cinema nacional, Luiz Carlos Barreto permanecerá como um nome fundamental na história do audiovisual brasileiro.


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