O processo que forma essas cordilheiras é complexo e ocorre em limites divergentes, onde placas tectônicas se afastam lentamente. Quando a crosta se separa, material quente do manto sobe, encontra a água fria do oceano e solidifica em novo assoalho oceânico. Esse processo pode ser dividido em três movimentos principais: a formação de vales de rifte, a criação de lavas em almofada e a expansão do fundo oceânico. A Dorsal Mesoatlântica é uma das partes mais conhecidas desse sistema global, cortando o Oceano Atlântico e separando as placas geológicas em diferentes regiões.
A existência dessas cordilheiras submersas foi confirmada apenas recentemente, graças aos estudos de oceanografia e geologia. A Dorsal Mesoatlântica, por exemplo, é responsável por separar as placas geológicas da América do Norte, da Europa e da África no norte, e do Brasil e da África no sul. Alguns trechos emergem acima do nível do mar, como a Islândia, permitindo observar a separação entre placas em primeira mão. A compreensão desse processo geológico é importante para entender a história da formação da Terra e como ela continua a mudar até hoje.
A exploração dessas cordilheiras submersas é um desafio importante para os cientistas, pois os estudos devem ser feitos em condições adversas e com tecnologias avançadas. No entanto, a descoberta dessas estruturas geológicas pode revelar detalhes importantes sobre a história da Terra e como ela se formou. Além disso, a compreensão desses processos pode ajudar a entender melhor como as mudanças climáticas e geológicas afetam a nossa planeta e como podemos protegê-lo para as gerações futuras.