O estudo desses estromatólitos revela como os micróbios ajudaram a transformar a atmosfera da Terra. Durante grande parte da história primitiva da Terra, o oxigênio livre não existia em abundância na atmosfera. As cianobactérias começaram a alterar esse cenário ao realizar fotossíntese oxigênica, processo que usa água e luz solar para liberar oxigênio molecular. Isso levou a um ponto decisivo, conhecido como o Grande Evento de Oxigenação, que aconteceu há cerca de 2,4 bilhões de anos. A mudança afetou organismos anaeróbios, favoreceu a formação da camada de ozônio e abriu caminho para etapas posteriores da vida complexa.
A Baía Shark é um local importante para a investigação de como os microrganismos adaptaram-se a condições luminosas incomuns. Estudos mostram que microrganismos adaptados a condições luminosas incomuns funcionaram bem nesses ambientes, incluindo bactérias capazes de usar faixas de luz menos acessíveis para outras formas de vida. Além disso, a Baía Shark é um local único porque a água hipersalina dificulta a presença de muitos predadores, o que permite que os estromatólitos continue a existir.
A diminuição gradativa da abundância global dos estromatólitos também é uma questão estudada nessa região, que aconteceu há cerca de 600 milhões de anos. Isso foi causado pela presença de animais pastadores, que consumiram tapetes microbianos em mares comuns. Na Baía Shark, a história foi diferente devido à hipersalinidade da água, o que dificulta a presença de muitos predadores e permite que os estromatólitos continuem a existir.