A equipe liderada pelo oceanógrafo Fabrice Ardhuin utilizou medições do SWOT em combinação com outros satélites altimétricos e com a base CCI Sea State, que reúne dados desde 1991. A análise mostrou que as ondas longas e pesadas viajaram grandes distâncias, mas com menos energia do que se calculava anteriormente. Os modelos empíricos anteriores superestimavam em até 20 vezes a energia de componentes de onda muito longas, o que mudou a interpretação sobre quais ondas carregam mais força para longe do centro da tempestade. As ondas dominantes concentravam o risco principal, enquanto as ondulações muito longas eram capazes de viajar grandes distâncias, mas com menos impacto. O estudo foi publicado na PNAS, uma revista científica de impacto.
O registro da tempestade Eddie é importante para entender como as ondas podem afetar as costas e as infraestruturas litorâneas. Com a análise desses dados, é possível melhorar a previsão e o planejamento de medidas para mitigar os efeitos das ondas, como a construção de diques costeiros e a proteção de praias. O estudo também destaca a necessidade de continuar a monitorar as condições oceânicas e de melhorar a modelagem de ondas para prever com precisão o impacto das tempestades em diferentes regiões do mundo. A combinação de dados de satélites e modelos computacionais permitiu que os pesquisadores entendessem melhor a dinâmica das ondas e suas consequências para o litoral. A pesquisa também abriu novas perspectivas para o estudo da oceanografia física e a modelagem de ondas.