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Descoberta histórica na costa sudeste: um recife de águas frias com 83.908 montes de coral revela um mundo desconhecido

Cientistas mapearam um vasto recife de coral de águas frias no fundo do oceano, ao largo da costa sudeste dos Estados Unidos, que cobre cerca de 6.215 quilômetros quadrados e reúne aproximadamente…

Descoberta histórica na costa sudeste: um recife de águas frias com 83.908 montes de coral revela um mundo desconhecido
Foto reprodução / Imagem ilustrativa instagram

Cientistas mapearam um vasto recife de coral de águas frias no fundo do oceano, ao largo da costa sudeste dos Estados Unidos, que cobre cerca de 6.215 quilômetros quadrados e reúne aproximadamente 83.908 montes de corais individuais. Essa descoberta, apresentada em 2024 pela NOAA Ocean Exploration, desafia a ideia de que os recifes de coral apenas crescem em águas quentes e rasas. Localizado no Blake Plateau, o recife se estende da região de Miami até Charleston, na Carolina do Sul, e foi mapeado após mais de 10 anos de levantamentos, combinando 23 mergulhos submersíveis com 31 campanhas de sonar multifeixe, tecnologia que usa feixes sonoros para mapear o relevo submarino.

A formação e o funcionamento desse ecossistema profundo dependem de uma combinação de relevo, água em movimento e espécies adaptadas à baixa luminosidade. Ao contrário dos corais tropicais, que dependem da luz solar, o recife de águas frias pode prosperar entre 200 e 1.000 metros de profundidade, onde a temperatura varia entre 4 °C e 12 °C. Nessa região, a vida depende do alimento carregado pelas correntes. A descoberta também sugere que esses ambientes podem abrigar ecossistemas complexos, antigos e muito sensíveis a mudanças. Em 2026, uma expedição do Schmidt Ocean Institute revelou um grande recife de coral de águas frias ao largo da Patagônia argentina, formado pelo coral pétreo Bathelia candida, que cobre pelo menos 0,4 quilômetro quadrado na plataforma continental argentina.

Esses achados ampliaram a compreensão sobre onde os corais de águas frias conseguem viver e destacam a importância desses ambientes no Hemisfério Sul. A equipe liderada pela bióloga María Emilia Bravo, da Universidade de Buenos Aires, registrou 28 novas espécies, entre caramujos marinhos, ouriços, anêmonas, vermes e corais. A expedição também documentou o coral Bathelia candida crescendo cerca de 600 quilômetros mais ao sul do que seu limite conhecido anteriormente, alcançando a latitude de 43,5° S. Isso reforça uma ideia importante para a oceanografia moderna: as regiões frias e profundas não são vazias.

A pesquisa publicada em abril de 2026 na revista Deep-Sea Research destaca a complexidade e a riqueza dos ecossistemas marinhos, mesmo em ambientes considerados inóspitos. A combinação de tecnologias avançadas de mapeamento e expedições científicas permitiu a descoberta desses recifes de coral de águas frias, abrindo novas perspectivas para a compreensão da vida submarina e a conservação desses ecossistemas únicos.

Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]

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