Em uma descoberta surpreendente nas Terras Altas da Escócia, arqueólogos encontraram uma relíquia rara de 2.200 anos, pertencente à Idade do Ferro. A peça, inicialmente pensada ser apenas um fragmento de equipamento agrícola, foi identificada como parte de uma roda de carroça da Idade do Ferro. A roda é considerada excepcional porque é apenas a quinta do tipo encontrada na Escócia e a primeira registrada nas Terras Altas. O achado revelou um elevado nível de habilidade metalúrgica entre os povos da Idade do Ferro e demonstrou o conhecimento técnico necessário para a fabricação da roda.
A roda foi encontrada durante escavações realizadas próximo a Inverness, onde os arqueólogos também encontraram vestígios de uma longa ocupação humana na região, abrangendo diferentes períodos históricos. Dentre os achados estão também uma urna funerária da Idade do Bronze com aproximadamente 3.500 anos, ferramentas de sílex, estruturas de madeira do Neolítico, antigos sistemas agrícolas e fornos utilizados para secagem de grãos. A descoberta sugere que o local foi utilizado por diversas comunidades ao longo de milhares de anos, desde cerca de 6000 a.C. até a Idade do Ferro.
O processo de fabricação da roda envolveu conhecer conhecimentos avançados de ferraria, exigindo que os artesãos unissem várias tiras de ferro aquecidas até formar um único anel resistente e perfeitamente ajustado. Isso demonstra o nível tecnológico alcançado naquele período e evidencia a importância da roda e do conhecimento técnico necessário para sua fabricação. O tipo de roda encontrada, chamada de roda “de eixo”, foi construída com várias camadas de tiras de ferro unidas, o que permitia que ela aguentasse o peso dos veículos. É considerada uma das peças arqueológicas mais raros encontrados na região e pode fornecer informações valiosas sobre a tecnologia e as práticas sociais das populações que viveram no local há mais de dois milênios.
A descoberta da roda de eixo é mais um exemplo da complexidade e riqueza da história da Escócia, que remonta a mais de 6.000 anos. Com a ajuda de tecnologias mais avançadas em análise de materiais, os arqueólogos podem agora compreender melhor a fabricação e o uso desse tipo de roda, e como ela ajudou a impulsionar a sociedade e a cultura da época.