Essa diferença é importante porque ilhas oceânicas normalmente dependem de calor, plumas mantélicas ou vulcanismo ativo para manter seus relevos elevados. No caso de Bermuda, não há hoje um vulcão ativo sustentando a ilha, e a última erupção conhecida ocorreu há cerca de 31 milhões de anos. Portanto, a descoberta da camada rochosa adiciona um novo elemento à nossa compreensão da formação do relevo da ilha. Além disso, isso também sugere que a estabilidade da ilha pode ser maior do que se pensava anteriormente, o que pode ter implicações para a forma como a região é gerenciada e protegida.
A equipe de pesquisadores destacou que a camada rochosa descoberta é um exemplo de como a geologia profunda pode afetar a superfície da Terra de maneira invisível. “Essa é uma lição importante sobre como as estruturas geológicas profundas podem afetar a forma como as ilhas são formadas e sustentadas”, disse William Frazer, sismólogo do Carnegie Science, líder da equipe de pesquisa. A descoberta é um exemplo de como a ciência pode contribuir para a nossa compreensão da Terra e do ambiente que nos rodeia.