A descoberta de uma âncora romana de aproximadamente 2.000 anos no fundo do Mar do Norte, na costa da Inglaterra, é um achado arqueológico importante que oferece uma visão única sobre a história marítima do Império Romano. A âncora, que pesa cerca de 100 quilos e tem mais de dois metros de comprimento, foi encontrada na areia do fundo do mar, soterrada por quase dois mil anos e protegida por uma camada grossa de sedimentos, que criou um ambiente sem oxigênio. A descoberta foi feita acidentalmente durante a construção de um parque eólico no Mar do Norte, e a âncora foi protegida e retirada do mar em 2021.
A descoberta da âncora romana foi possível graças à tecnologia de altíssima precisão usada para mapear o fundo do mar durante a construção do parque eólico, o East Anglia ONE. Os engenheiros precisaram mapear o fundo do mar para instalar as turbinas de vento, e foi nesse processo que a âncora foi localizada. A âncora foi encontrada em um ambiente sem oxigênio, o que significa que os processos que normalmente destruiriam o metal e a madeira não tiveram lugar. Essa condição especial é responsável pela conservação da âncora, que parece ter caído ali há poucos dias.
A estimação da idade da âncora é de 1.600 a 2.000 anos, e os especialistas estão trabalhando em laboratório para confirmar a datação. Se a origem romana for confirmada, a descoberta é raríssima, pois apenas três âncoras anteriores aos vikings foram encontradas na Europa do Norte, fora a região do Mediterrâneo. A descoberta da âncora romana oferece uma visão única sobre a história marítima do Império Romano e pode ajudar a entender como as rotas comerciais e militares funcionavam na época. Além disso, a conservação da âncora em uma condição tão boa é um exemplo impressionante da forma como a natureza pode preservar objetos históricos em condições especiais.