A decisão de não usar maquiagem pode ser mais do que uma opção prática para lidar com a rotina diária. Para a psicologia, essa escolha envolve autoestima, conforto emocional e uma relação menos dependente da aprovação externa. Pessoas que se sentem bem com a própria aparência e não veem necessidade de alterar o rosto para se sentirem aceitas em ambientes sociais tendem a não usar maquiagem como forma de se apresentar de maneira mais natural e confortável no dia a dia. Isso pode reduzir a ansiedade social e aumentar a sensação de liberdade, pois se sentem menos pressionadas a correspondê-las expectativas externas.
Alguns estudos sugerem que pessoas que não usam maquiagem tendem a construir a autoestima de forma mais interna, baseada em como se sentem consigo mesmas, e não apenas na aprovação ou no olhar dos outros ao redor. Isso não significa rejeitar vaidade ou cuidado pessoal, mas reduzir a dependência desses recursos para se sentir segura, confiante ou confortável nas interações do cotidiano. A relação com maquiagem está diretamente ligada à forma como a pessoa enxerga o próprio corpo, e quando a imagem corporal é mais positiva e estável, a necessidade de correção estética tende a diminuir naturalmente.
De acordo com análises publicadas pela Psychology Today, a não utilização da maquiagem pode funcionar como um posicionamento silencioso contra padrões estéticos rígidos e pouco realistas. Isso pode surgir em pessoas que priorizam autenticidade, conforto e coerência pessoal, mesmo que isso signifique se distanciar do que é socialmente esperado. Além disso, imagens naturais, sem maquiagem, podem reduzir a comparação social negativa e favorecer uma relação mais saudável com a própria aparência.