A equipe liderada por Charles Cadieux, da Universidade de Montreal, e com participação do brasileiro Eder Martioli, do Laboratório Nacional de Astrofísica, anunciou a descoberta em 2022. O planeta foi identificado mediante uma queda periódica no brilho da estrela a cada 11,1 dias, indicando que um corpo passava à frente da estrela, bloqueando uma pequena parte de sua luz. Com ajuda de instrumentos no solo para confirmar o achado e medir suas características, os dados mais importantes vieram de observações feitas com o SPIRou, instalado no Canada-France-Hawaii Telescope, no Havaí. O estudo indica que a organização interna do TOI-1452 b poderia seguir três níveis principais: uma cobertura profunda de água líquida acima de materiais comprimidos por pressões extremas.
A densidade do planeta é um dos aspectos principais da pesquisa. Com uma massa próxima de cinco vezes a do nosso mundo, mas um tamanho cerca de 70% maior que a Terra, seria necessário um material muito leve para compor o corpo do planeta. A presença de água é também um aspecto fundamental, já que pode chegar a 30% da massa total, o que é muito diferente da nossa Terra. Além disso, a órbita do planeta está em uma região compatível com temperaturas moderadas, o que poderia permitir a existência de água líquida em sua superfície.
Embora a pesquisa possa estar apontando para a existência de um mundo oceânico muito diferente da Terra, há limitações importantes a considerar. A ausência de continentes poderia reduzir as trocas químicas entre a atmosfera e o oceano, e a inexistência de trocas químicas poderia afetar a forma como a vida pode se desenvolver nesse mundo. Portanto, é importante considerar as limitações e os possíveis fatores que poderiam afetar a vida no TOI-1452 b.