Turismo

Essa cidade tem o nome de uma contagem que deu errado, guarda 17 espelhos d’água e duas colunas de pedra que levaram milhões de anos para se formar

O Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, não nomeado no conteúdo de referência, supervisiona o posto de fiscalização ambiental no estado, enquanto Joaquim José da Silva Xavier comandava o posto de fiscalização em 1780. Em Sete Lagoas, na região central de Minas Gerais, uma cidade com 17 espelhos d’água, uma das sete originais, a Lagoa da Chácara, secou na década de 1970 e nunca voltou, conforme o registro do ipatrimônio. Isso é importante porque a cidade guarda o nome de uma água que sumiu, o que aconteceu em razão da contagem feita por bandeirantes no século XVII, que resultou em um nome que não reflete mais a realidade atual. A cidade é um caso extremo, já que tem mais que o dobro de espelhos d’água do que o seu nome sugere, e uma das atrações mais impressionantes do município fica embaixo da terra, onde duas colunas de calcita paralelas, perfeitamente cilíndricas, com cerca de 15 metros de altura e apenas 30 centímetros de diâmetro, foram formadas ao longo de milhões de anos.

A caverna inteira tem 998 metros de extensão, dos quais 220 são abertos ao público por passarelas e escadarias, e é considerada uma das 50 maiores de Minas Gerais pela Sociedade Brasileira de Espeleologia. As colunas de calcita estão localizadas no quarto salão da caverna, que tem 100 metros de comprimento, e são resultado do encontro entre uma estalactite, que desce do teto, e uma estalagmite, que sobe do chão, num processo de gotejamento que leva milhões de anos. Além disso, a caverna também abriga pinturas de oito, seis e dois mil anos distribuídas pelos salões, que são anteriores à invenção da escrita em qualquer parte do mundo, e continuam ali porque a rocha calcária protegeu o pigmento da chuva e do sol. A Grutinha, anexa à caverna principal, guarda outras pinturas e a réplica de um Xenorhinotherium bahiensis, mamífero herbívoro de grande porte que viveu na região e desapareceu há milhares de anos.

A cidade de Sete Lagoas é um destino turístico que integra a Rota das Grutas de Peter Lund, circuito que liga Sete Lagoas a Lagoa Santa e Cordisburgo, conforme o portal de turismo de Minas Gerais. O conjunto de cavernas e grutas foi declarado Monumento Natural Estadual em 2009, categoria de proteção integral destinada a sítios naturais raros. As sete lagoas originais, que deram nome à cidade, são Paulino, Boa Vista, Catarina, José Félix, Matadouro, Cercadinho e Chácara, todas tombadas como patrimônio e registradas no ipatrimônio, plataforma que reúne bens protegidos no país. Fora dessa lista, o município contabiliza outros espelhos d’água, somando 17 no território, o que torna a cidade um local único e atraente para os turistas.

A formação das colunas de calcita é um processo lento e intricado, que requer condições específicas e um longo período de tempo. A presença dessas colunas em Sete Lagoas é um exemplo de como a natureza pode criar estruturas impressionantes e únicas ao longo de milhões de anos. A cidade e a caverna são um destino turístico importante, não apenas pela beleza natural, mas também pela riqueza cultural e histórica que oferecem. A preservação desses sítios naturais é fundamental para garantir que as gerações futuras possam apreciar a beleza e a importância da cidade de Sete Lagoas e da caverna que a abriga. A visita à cidade e à caverna é uma oportunidade única para descobrir a história e a cultura da região, e para apreciar a beleza natural que a cidade tem a oferecer.


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