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Arqueólogos descobrem monólito de 1400 anos no México que pode mudar a história do povo indígena

Uma equipe de arqueólogos, liderada por Roberto López, do Instituto Nacional de Antropologia e História do México, encontrou um monólito de 1.400 anos no estado de Veracruz, no leste do México, o que está ajudando pesquisadores a compreender melhor as práticas religiosas e a organização social de povos indígenas que viveram na região. Durante escavações em um antigo assentamento, localizado nas proximidades de Coatepec, os arqueólogos localizaram uma enorme plataforma cerimonial, uma estela ricamente esculpida e diversos objetos depositados como oferendas, sugerindo que o local desempenhava um papel central em cerimônias religiosas. A região serviu durante séculos como corredor de comunicação entre o Golfo do México e o planalto central.

A construção do monólito, que possui cerca de 30 metros de comprimento por 12 metros de largura, apresenta um cuidadoso acabamento arquitetônico. A superfície conserva padrões geométricos compostos por linhas retas, figuras quadrangulares e duas pedras circulares estrategicamente posicionadas, indicando que o espaço provavelmente era utilizado para cerimônias públicas ou atividades religiosas. O principal destaque da escavação foi uma grande estela de monólito de aproximadamente 1,8 metro de altura por 1,5 metro de largura. O monumento foi encontrado voltado para baixo, protegido por estruturas construídas posteriormente, condição que contribuiu para sua excelente preservação.

Na superfície da pedra aparecem duas figuras humanas sentadas frente a frente, vestindo trajes elaborados. Entre elas existe um recipiente semelhante a uma tigela, de onde parece ser oferecido um líquido durante uma cerimônia. Segundo os arqueólogos, a cena pode representar um ritual envolvendo um “líquido divino”, possivelmente água utilizada em cerimônias ligadas à fertilidade, às chuvas ou à renovação da vida. Para as antigas sociedades agrícolas da Mesoamérica, a água era considerada um elemento sagrado. A sobrevivência dependia diretamente das chuvas para garantir boas colheitas de milho, feijão, abóbora e outros produtos.

A descoberta está permitindo que os pesquisadores reavaliem a história do antigo povo que viveu na região e compreendam melhor suas práticas religiosas e organização social. O sítio arqueológico, que fica fora da área tradicional da civilização maia, apresenta elementos que mostram características semelhantes às observadas em importantes centros cerimoniais da Mesoamérica. A equipe de arqueólogos espera que a descoberta possa contribuir para uma melhor compreensão da história e da cultura desses povos antigos.


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