Pai que chutou filha de 3 anos no rosto é preso hoje após imagens mostrarem agressão
José Luiz Gomes, de 31 anos, um personal trainer que presenciou a agressão, foi testemunha ocular do caso, foi preso na última semana por chutar a própria filha, de 3 anos, no rosto, em Francisco Beltrão, no interior do Paraná, na quinta-feira, 9 de julho de 2024. O caso foi denunciado após imagens de câmeras de segurança mostrarem o momento em que o pai desfere um chute no rosto da menina, que cai no chão. A prisão foi efetuada após uma investigação que contou com a ajuda de José Luiz Gomes, que presenciou a agressão e registrou imagens das câmeras de segurança de um imóvel próximo.
Durante o interrogatório, Gomes justificou a agressão dizendo que a filha chorava e gritava enquanto os três voltavam do mercado. Segundo ele, o comportamento da criança teria motivado sua reação. “Do ato de voltar pra casa, ela estava berrando e tal. Eu tinha pedido para ela parar de ficar berrando e tudo mais. Ela sempre chora ou berra direto assim. Escandalosamente”, disse Gomes. As imagens mostram o momento em que o pai desfere um chute no rosto da menina, que cai no chão. Ao lado dela, o irmão, de 5 anos, permanece imóvel. Uma testemunha relatou que o menino aparentava estar em estado de choque e não conseguiu reagir diante da cena.
Gomes também afirmou que perdeu o controle diante do choro da menina e que não teve intenção de machucar a filha. “Eu perdi a cabeça e acabei fazendo o que não deveria ter feito. Não era intencional. Porque eu jamais ia machucar a minha filha e acabou acontecendo”, disse ele. Ainda no depoimento, Gomes perguntou aos policiais quem havia denunciado o caso. A mãe das crianças solicitou uma medida protetiva e informou que pretende colocar fim ao casamento. Quando Gomes deixar a prisão, não poderá se aproximar dela nem dos filhos.
A medida protetiva foi solicitada após a prisão de Gomes, que está agora sujeito a restrições para se aproximar da família. A mãe das crianças, em áudio enviado com exclusividade ao Fantástico, afirmou estar profundamente abalada e disse que nunca havia presenciado um comportamento semelhante por parte do companheiro. “Ele nunca teve esse tipo de atitude “, disse ela. O caso ganhou grande repercussão e levanta questões sobre violência doméstica e proteção à infância. A polícia civil e o Ministério Público estão trabalhando juntos para garantir a segurança das vítmas.
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