Tubarão-duende descoberto vivo a 1997 metros: limite de sua existência aumentado em 700 metros
*Tubarão-duende é filmado vivo a 1.997 metros por cientistas da Universidade do Havaí**
Dr. Brian Haus, pesquisador da Universidade do Havaí, e sua equipe alcançaram um feito histórico ao filmar um tubarão-duende vivo a 1.997 metros de profundidade no Pacífico Central. A câmera permaneceu registrando pelo período de quase 50 dias, antes que o animal aparecesse diante dela por cerca de 20 segundos. Essa descoberta é mais do que um simples avanço – é uma mudança significativa no mapa conhecido da espécie, que agora é considerada uma das mais raras do planeta.
O pesquisador Dr. Brian Haus e sua equipe registraram o tubarão-duende a 1.237 metros de profundidade em 2019, mas foi somente após uma revisão do arquivo de imagens da expedição que a identificação se tornou real. A segunda observação se deu em 2024, na encosta da Fossa de Tonga, quando uma câmera com isca foi instalada no fundo para capturar imagens do animal. A equipe da Universidade do Havaí confirmou que essas observações são as primeiras de indivíduos saudáveis e livres em seu habitat natural.
O tubarão-duende, Mitsukurina owstoni, é uma espécie rara e misteriosa, com uma longa linhagem de 125 milhões de anos. Grande parte do que se sabia sobre a espécie vinha de exemplares capturados acidentalmente por pescarias, retirados rapidamente de um ambiente de alta pressão e baixa temperatura. Em um ambiente quase sem luz, o tubarão-duende utiliza um sistema incrível de detecção de campos elétricos produzidos por outros animais, ajudando a localizar suas presas.
As observações da equipe da Universidade do Havaí ampliaram em 700 metros a faixa de profundidade conhecida do tubarão-duende, colocando o animal em uma região do oceano onde sua presença ainda não havia sido confirmada. As imagens capturadas são um marco importante para a ciência, pois permitem que os cientistas entendam melhor a biologia e o habitat do tubarão-duende.
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