Raul, um dos personagens da novela Três Graças, é o protagonista de uma história que revela um problema clássico da dramaturgia. Ele tem nas mãos um dado objetivo que poderia ter impedido uma tragédia, mas sua decisão de calar-se transforma o personagem em cúmplice da catástrofe anunciada. Ao optar por manter silêncio, Raul deixa que dois crimes sejam cometidos, incluindo o roubo de uma recém-nascida e a morte de um outro personagem. A ausência de uma simples foto e o fato de não compartilhar ou levar ao conhecimento de outras pessoas a informação de que sabia onde a namorada poderia estar também contribui para a sensação de artificialidade na história.
Três Graças, uma novela que reúne um elenco experiente, incluindo Paulo Mendes como Raul, Fernanda Vasconcellos como Samira, Alana Cabral como Joélly e Juliano Cazarré como Jorginho. O roteiro da novela é responsável por criar uma história cheia de suspense e mistério, mas também com alguns erros narrativos que podem confundir o público. A decisão de forçar o silêncio de Raul para que a tragédia aconteça pode ser vista como uma falta de justificativa convincente, tornando o personagem menos interessante e mais um mero espectador da história.
Ao analisar a história de Raul, é possível notar que o silêncio dele não é motivado por algum dilema ético ou ameaça consistente, mas sim pela necessidade narrativa de prolongar a investigação e potencializar o caos. Isso torna o personagem menos creíble e mais uma ferramenta para o avanço da história.
Ao optar por forçar o silêncio de Raul, o roteiro da novela cria um problema moral gigantesco para o personagem. Em vez de ser um personagem interessante e comum, ele se torna um cúmplice da tragédia anunciada. Isso pode ser visto como uma falta de planejamento na criação da história, que não deixa claro motivos justificáveis para a ação de Raul.
A escolha de manter o silêncio de Raul também cria uma sensação de artificialidade na história. Em um mundo onde todo mundo está sempre conectado e compartilhando informações, é difícil acreditar que alguém como Raul, que tem na mão a chance de impedir uma tragédia, não compartilhe essa informação com ninguém.
Em vez de criar uma história interessante e creível, o roteiro da novela deixa claro que a decisão de forçar o silêncio de Raul é uma opção narrativa para criar suspense e mistério, mas que, no final, deixa o personagem como um cúmplice da tragédia anunciada.
