Saúde

Peter Gray Desvenda como Quem Cresceu nos Anos 60 e 70 Desenvolveu Força de Caráter

*A Psicologia Explica Por Que Quem Cresceu nos Anos 60 e 70 Aprenderam a Suportar Frustrações Cedo**

Peter Gray, professor de psicologia na Boston College, David F. Lancy, professor de psicologia na Utah State University, e David F. Bjorklund, professor de psicologia na Florida Atlantic University, publicaram um artigo em 2023 no The Journal of Pediatrics, associando o declínio da atividade independente infantil à perda de experiências ligadas ao bem-estar psicológico. Essa descoberta é fundamental para entender por que as crianças que cresceram nos anos 60 e 70 aprenderam a suportar frustrações cedo, porque a vida durante a infância exigia esperar, negociar, perder e continuar sem um adulto resolvendo tudo.

As crianças que cresceram nos anos 60 e 70 viviam em um mundo diferente do atual. Sem as telas que caracterizam a infância moderna, elas encontravam frustração, conflito e tédio sem botão de pausa. Na rua, no quintal ou no caminho da escola, a criança encontrava situações que a forçavam a esperar, negociar, perder e continuar sem a intervenção imediata de um adulto. Isso criava um treino diário de autorregulação emocional, onde a criança aprendia a gerenciar seus próprios sentimentos e a tomar decisões com autonomia.

Esse treino não apenas ajudou as crianças a desenvolver resiliência emocional, mas também as ensinou a não esperar soluções prontas para todos os problemas. Elas aprendiam a lidar com o desconforto, a não se desesperar com a frustração e a continuar em frente. A psicologia ajuda a entender por que essas experiências treinam a criança para desenvolver resiliência emocional, algo essencial para o sucesso na vida.

A mudança na forma como criamos e criamos nossas crianças é um fato. A perda de experiências naturais como esperar, negociar, perder e continuar sem a intervenção adulta é um resultado desse novo método de criação. De acordo com uma revisão sistemática da Frontiers in Psychology, publicada em 2022, o helicoptering parental (tanto quanto a mãe ou pai tenta controlar a vida da criança e evita que ela faça coisas que considerem perigosas) relacionou-se de forma positiva com sintomas de ansiedade e depressão, embora destaque limites para afirmar uma causalidade direta. Isso mostra que a forma como criamos e criamos nossas crianças tem um impacto real na sua vida emocional.

O estudo de Peter Gray, David F. Lancy e David F. Bjorklund é um exemplo claro de que a experiência natural é fundamental para o desenvolvimento emocional das crianças. Elas precisam viver situações proportionais à idade para aprender a gerenciar seus sentimentos e a tomar decisões com autonomia. A criação atual pode eliminar o desconforto antes que ele apareça, mas isso pode reduzir o contato da criança com o erro, a espera, a frustração e os conflitos do crescimento.

Em suma, a psicologia ajuda a entender por que as crianças que cresceram nos anos 60 e 70 aprenderam a suportar frustrações cedo. Elas desenvolveram resiliência emocional e aprenderam a lidar com o desconforto de maneira autônoma. Isso é essencial para o sucesso na vida e é um resultado da experiência natural que as crianças tiveram naquela época.

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