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Morro do Careca encolhe 2,7 metros em 17 anos agora

O professor Rodrigo de Freitas Amorim, do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), realizou um estudo que revelou que o Morro do Careca, em Natal, no estado do Rio Grande do Norte, perdeu 2,7 metros de altura entre 2006 e 2023. Localizado em Ponta Negra, em Natal, no Rio Grande do Norte, o Morro do Careca está encolhendo devido a um balanço negativo de sedimentos, ou seja, chega menos areia do que sai, o que está exposto a base da falésia da formação Barreiras, que foi recoberta há cerca de 6 mil anos. O estudo, publicado na Revista Contexto Geográfico, utilizou sensoriamento remoto e sistemas de informação geográfica para comparar a duna entre 2006 e 2023, e o resultado mostrou uma redução de 2,7 metros na altitude e perda de 318,5 m² na linha da escarpa. Isso é importante porque a duna está revelando a sua própria idade, com a exposição da base da falésia, que foi formada há cerca de 6 mil anos, quando o nível do mar estava mais elevado.

O Morro do Careca não é um monte de areia uniforme, pois é um empilhamento de depósitos de épocas diferentes, incluindo paleodunas, dunas fósseis que ficaram séculos escondidas sob a camada branca e lisa do topo. Quando a areia da superfície some, esses níveis aparecem estratificados, como as páginas de um livro que ninguém tinha aberto. O professor Rodrigo de Freitas Amorim, do Departamento de Geografia da UFRN, aponta que a duna se alimentava dos sedimentos soprados da praia vizinha, a da Barreira do Inferno, num ciclo que repunha o que o tempo levava, mas esse abastecimento caiu. A combinação de fatores, incluindo a elevação do nível do mar, ligada ao derretimento de geleiras e à dilatação térmica da água, faz as ondas alcançarem a base do morro, além da ocupação do litoral que alterou a dinâmica da areia, e a construção de barragens que reduziu o volume de sedimentos que os rios levavam ao mar, criando um déficit nas áreas de dunas.

A medição realizada pelos pesquisadores da UFRN mostra que o Morro do Careca saiu de cerca de 66 metros para pouco mais de 63 metros de altura, o que pode parecer pouco diante de um cartão-postal que domina a paisagem, mas o estudo explica a mecânica por trás disso. A redução de 2,7 metros na altitude e perda de 318,5 m² na linha da escarpa são resultados diretos do balanço negativo de sedimentos. Além disso, a exposição da base da falésia da formação Barreiras, que foi recoberta há cerca de 6 mil anos, é um dos principais impactos do encolhimento da duna. O professor Rodrigo de Freitas Amorim, do Departamento de Geografia da UFRN, destaca que o Morro do Careca está, literalmente, revelando a sua própria idade, com a exposição da base da falésia, o que é um processo natural que está acontecendo devido às mudanças no ambiente.

A pesquisa realizada pelos pesquisadores da UFRN é importante porque fornece informações valiosas sobre a dinâmica das dunas e a importância de entender os processos naturais que ocorrem em nossas praias. Além disso, o estudo destaca a necessidade de se pensar em estratégias para minimizar os impactos negativos que as atividades humanas podem ter nas áreas de dunas, como a ocupação do litoral e a construção de barragens. O Morro do Careca, em Natal, no Rio Grande do Norte, é um exemplo vivo de como as mudanças no ambiente podem afetar nossas paisagens naturais, e é fundamental que sejam tomadas medidas para preservar esses lugares para as gerações futuras. A exposição da base da falésia da formação Barreiras, que foi recoberta há cerca de 6 mil anos, é um lembrete de que as dunas são estruturas dinâmicas que estão constantemente mudando, e que é importante entender e respeitar esses processos naturais.


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