Mar Negro agora é um tapete azul-turquesa graças a bilhões de microorganismos
*Satélite da NASA captura o Mar Negro transformado em espirais azul-turquesa por organismos microscópicos**
O satélite da NASA, sob o comando do Dr. Kenneth J. Glover, engenheiro de sistemas de missão espacial da NASA, registrou uma imagem incrível do Mar Negro coberto por espirais azul-turquesa. A imagem foi captada pelo Ocean Color Instrument (OCI), instalarado no satélite PACE (Plankton, Aerosols and Clouds – Ocean Ecosystem), em 22 de junho. Esse registro não foi produzido por pigmento ou poluição visível, mas sim por organismos microscópicos acumulados em grandes quantidades para serem detectados do espaço.
Essa transformação está relacionada a uma floração de fitoplâncton, um conjunto de organismos que vivem próximo à superfície e usam luz solar para realizar fotossíntese. Durante a primavera e o verão, condições favoráveis de temperatura, luminosidade e nutrientes permitem que determinadas espécies se multipliquem rapidamente. No caso observado, a tonalidade leitosa indica a presença provável de cocolitóforos. Cada célula é revestida por pequenas placas de carbonato de cálcio, chamadas cocólitos, que dispersam a luz e fazem grandes áreas da água parecerem mais claras.
O NASA Earth Observatory informou que o registro principal foi feito em 22 de junho. Semanas antes, em 27 de maio, um astronauta também fotografou águas turquesa no Estreito de Bósforo, passagem que liga o mar ao sistema do Mediterrâneo. A cor depende da espécie dominante, das partículas presentes e da maneira como cada material absorve ou reflete a luz. A diferença fica mais clara nestes pontos: a única célula de cocolitóforo é pequena demais para ser percebida a olho nu, mas uma floração reúne populações imensas na camada iluminada da água. Os cocólitos funcionam como partículas refletoras e multiplicam o sinal captado pelo satélite em uma área extensa, formando faixas e espirais visíveis do espaço.
A imagem captura a beleza e a complexidade do sistema aquático. A fitoplâncton retira dióxido de carbono da água, e a comunidade de organismos coexistente pode alterar a aparência e o funcionamento de uma massa inteira de água. O vídeo do canal Minuto da Terra explica como diferentes espécies de plâncton conseguem coexistir e formar comunidades complexas no mesmo ambiente.
Descubra mais sobre Toda On
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
Analise este conteúdo com IA




