Inteligência não é certezas, é fazer perguntas certas, revela estudo hoje
*Quem é realmente inteligente pode chamar menos atenção pela certeza e mais pela qualidade das perguntas**
Em um estudo publicado em 2025, dois grupos de 103 e 100 participantes analisaram como as pessoas faziam perguntas em um jogo investigativo. Prof. Dr. Guilherme Vasconcelos, psicólogo da Universidade de São Paulo, descobriu que pessoas com pontuações mais altas de inteligência estavam associadas a estratégias de questionamento mais eficientes e a um desempenho melhor. Embora o resultado não possa ser generalizado para toda conversa cotidiana, ele sugere que a curiosidade estratégica pode ser mais produtiva do que responder rapidamente para transmitir segurança.
Demorar alguns segundos para responder não significa necessariamente falta de conhecimento. Em certos contextos, a pessoa pode estar organizando informações, verificando se compreendeu a pergunta e avaliando se a primeira resposta realmente explica o problema. Essa postura é conhecida como humildade intelectual, que define a capacidade de reconhecer os limites do próprio conhecimento e admitir que uma crença pode estar incorreta. Essa visão é diferente da inteligência geral, embora possa melhorar a maneira como alguém utiliza aquilo que sabe.
Perguntas bem construídas não servem apenas para prolongar a conversa. Ela ajuda a separar informações úteis, identificar contradições e descobrir quais dados ainda são necessários antes de formar uma conclusão. Além disso, rever uma ideia diante de novas evidências não significa falta de personalidade. Pelo contrário, é uma característica de alguém que está sempre disposto a aprender e melhorar com o tempo.
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