Ciencia

Cientistas desvendam agora segredos de gravuras há 100 mil anos

Cientistas descobriram que as gravuras de 100 mil anos encontradas em sítios arqueológicos da África do Sul não são uma forma inicial de comunicação escrita, como alguns especialistas defendiam, mas sim símbolos…

Cientistas desvendam agora segredos de gravuras há 100 mil anos
Foto reprodução / Imagem ilustrativa instagram

Cientistas descobriram que as gravuras de 100 mil anos encontradas em sítios arqueológicos da África do Sul não são uma forma inicial de comunicação escrita, como alguns especialistas defendiam, mas sim símbolos usados para expressar ideias, identidade e cultura. Essas gravuras, que incluem padrões geométricos entalhados em pedras e outros materiais, são consideradas uma das evidências mais antigas de comportamento simbólico humano. A descoberta foi feita por meio de um estudo que analisou como esses símbolos eram transmitidos entre pessoas ao longo do tempo e concluiu que eles se parecem mais com símbolos usados para identidade social ou expressão cultural do que com sistemas criados para transmitir mensagens específicas.

O estudo, publicado no periódico especializado Evolution and Human Behavior, envolveu experimentos nos quais participantes reproduziam desenhos recebidos de outras pessoas, permitindo observar como os padrões evoluíam. Os cientistas observaram que os símbolos apresentavam características organizadas e repetidas, o que poderia lembrar sistemas de comunicação visual. No entanto, ao analisar a dinâmica de transmissão desses símbolos, eles concluíram que as gravuras antigas eram mais relacionadas à expressão cultural e social do que à transmissão de informações. A pesquisa reforça que os seres humanos já possuíam uma capacidade simbólica altamente desenvolvida há cerca de 100 mil anos, mesmo sem um sistema de escrita formal.

As gravuras encontradas em sítios arqueológicos africanos incluem linhas cruzadas, formas repetitivas e marcas cuidadosamente produzidas, demonstrando que os seres humanos já possuíam capacidade de pensamento abstrato muito antes do desenvolvimento das primeiras civilizações conhecidas. A hipótese de que esses símbolos poderiam representar uma forma inicial de comunicação escrita surgiu devido às suas características organizadas e repetidas. No entanto, o estudo concluiu que esses símbolos eram mais relacionados à identidade social e à expressão cultural do que à transmissão de mensagens específicas.

A pesquisa contribui para uma melhor compreensão de como os primeiros humanos utilizavam símbolos para expressar ideias e cultura, mesmo antes do surgimento da escrita. Além disso, destaca a capacidade simbólica altamente desenvolvida dos seres humanos há 100 mil anos, que permitia a criação de sinais com significado cultural e social. Essa descoberta ajuda a ampliar o conhecimento sobre a evolução da comunicação humana e a importância dos símbolos na expressão cultural e social.

Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *