Essa reação química constante transformou a água de vilã em ajudante da manutenção, permitindo que aquedutos e portos daquela época continuem intactos mesmo em contato direto com o mar. A indústria atual foca na secagem rápida e na facilidade de aplicação, mas acaba perdendo na resistência de longo prazo. O modelo antigo exige materiais específicos da região da Itália, mas entrega uma durabilidade que a tecnologia atual ainda tenta imitar. A equipe coordenada pelo professor Admir Masic do MIT já está testando novas massas inspiradas nessa fórmula antiga para reduzir a pegada de carbono do setor, o que é especialmente importante considerando que o cimento moderno gera cerca de 8% das emissões globais de gases estufa.
A comparação direta entre as prioridades de cada época na construção civil ajuda a ilustrar as diferenças entre o concreto romano e o cimento moderno. Enquanto o cimento atual prioriza a rapidez e a facilidade de aplicação, o concreto romano priorizava a durabilidade e a resistência a longo prazo. Com a crescente preocupação com a sustentabilidade e a redução das emissões de gases estufa, a descoberta do segredo do concreto romano pode ter implicações importantes para a indústria da construção civil, permitindo o desenvolvimento de materiais mais duráveis e sustentáveis.