Quando olhamos para a rodinha de um carro, uma pequena detalhe pode chamar nossa atenção: uma tampinha verde na válvula do pneu. Mas, o que significa essa pequena differença em relação as tampinhas pretas comuns encontradas em 99,999% dos veículos com pneus convencionais? A tampinha verde indica que aquele conjunto foi calibrado com nitrogênio, um gás que se mistura ao ar que entra nos pneus. O objetivo desse processo é manter a pressão dos pneus mais estável em certas condições de rodagem, especialmente em ambiente de altas temperaturas.
A diferença é que o nitrogênio usado nos pneumáticos é geralmente puro, ou seja, é uma mistura de cerca de 95% de nitrogênio. Esse gás é uma opção para ambientes em que a estabilidade da pressão é crítica, como as competições automobilísticas e os veículos pesados. Na prática, os benefícios da calibragem com nitrogênio são diversos. Primeiramente, é uma escolha que ajuda o motorista a manter a estabilidade dos pneus, especialmente em uso prolongado. Outro fator importante é a perda parcial dos benefícios do gás purificado, se o motorista precisar calibrar em uma emergência e não encontrar nitrogênio.
Um dos fatores que motivam a escolha desse serviço é a segurança em situações em que os pneus estão submetidos a variações intensas de temperatura, ou ainda em situações em que o peso do veículo é maior do que o normal. Os veículos de alto padrão, aeronaves e carros de competição são os mais freqüentemente equipados com a calibragem com nitrogênio, mas a prática também começa a ser adotada em postos de serviços, centros automotivos e oficinas. Em alguns casos, o serviço de calibrar com nitrogênio pode ser mais caro do que a calibragem comum. No entanto, os resultados finais podem compensar a diferença. Em carros usados para apenas rodar dentro de cidades, a diferencia pode ser menor do que em veículos que fazem longa jornada diárias, carregam peso ou enfrentam variações intensas de temperatura.