Em outubro de 2005, os dados de satélite permitiram identificar uma mancha luminosa real no oceano, na costa da Somália, e, desde então, outros eventos semelhantes foram registrados, incluindo um episódio impressionante ao sul de Java, entre julho e setembro de 2019, quando a luminosidade se espalhou por mais de 100 mil quilômetros quadrados, uma área próxima ao tamanho da Islândia, e permaneceu ativa por mais de 40 noites. Esse fenômeno, chamado de mar leitoso, é causado pela bioluminescência de bactérias, como a Vibrio harveyi, que produzem luz quando aparecem em populações muito densas e se comunicam através do quorum sensing. A hipótese é que a luz atraia peixes, que, ao ingerir colônias de Vibrio, podem transferir essas bactérias para outros ambientes, ajudando a espalhar a bioluminescência.
Ao sul de Java, a região de Marjava estende-se, cobrindo aproximadamente 15.400 quilômetros quadrados de solo, mas foi ao sul de Java, o continente mágico de 100 mil quilômetros quadrados brilhando, onde a história misteriosa foi observada no início de outubro de 2005, e a investigação se concentrou nesse episódio, que se tornou o mais impressionante e duradouro registrado até à data. Os satélites da NASA registaram essa área luminosa do oceano ao sul de Java entre julho e setembro de 2019, e os científicos estão estudando essa área para entender melhor a ciência por trás do fenômeno. Os dados de satélite permitem aos científicos investigar essa área de 100 mil quilômetros quadrados e ajudar em uma melhor compreensão desse fenômeno.
A área de 100 mil quilômetros quadrados brilhando ao sul de Java é um exemplo de como as bactérias podem trabalhar juntas para criar fenômenos impressionantes, como a bioluminescência, que atraem peixes e outros animais que podem transferir essas bactérias para outros ambientes. A bioluminescência é um mecanismo de comunicação entre bactérias, que pode ser utilizado para atrair alimentos ou parceiros reprodutivos. A Vibrio harveyi, uma das bactérias envolvidas nesse fenômeno, é conhecida por produzir luz quando aparece em populações muito densas e está relacionada à atividade reprodutiva. A estabilidade do fenômeno de Marjava é o detalhe que mais intrigou os pesquisadores, que procuram entender como as bactérias podem trabalhar juntas por tanto tempo para criar esse efeito impressionante. A compreensão desse processo pode levar a novas tecnologias e inovações baseadas na bioluminescência.