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Descoberta agora no Sudeste Asiático revela múmias de 12.000 anos

Pesquisadores descobriram no Sudeste Asiático um grupo de múmias com cerca de 12.000 anos de idade, o que reescreveu a compreensão sobre a origem dessa prática. As múmias foram encontradas na China,…

Descoberta agora no Sudeste Asiático revela múmias de 12.000 anos
Foto reprodução / Imagem ilustrativa instagram

Pesquisadores descobriram no Sudeste Asiático um grupo de múmias com cerca de 12.000 anos de idade, o que reescreveu a compreensão sobre a origem dessa prática. As múmias foram encontradas na China, Bornéu e Java, e foram preparadas de uma forma única: secas na fumaça de fogueiras de baixa temperatura, diferentemente das múmias egípcias, que utilizam bandagens e deserts. Essa descoberta, considerada a maior de 2025 pela National Geographic, revelou que a prática de preservar corpos é mais antiga e difundida do que se pensava, e que povos como os Dani, na Papua, Indonésia, ainda seguem essa tradição.

A equipe liderada pela arqueóloga Hsiao-chun Hung, da Universidade Nacional Australiana, examinou dezenas de sepultamentos antigos na região e constatou que os corpos estavam em posições encolhidas, com marcas de queimadura leve e manchas de fuligem. Isso indicou que os corpos foram intencionalmente preservados por meio de um ritual cuidadoso, que envolvia a exposição à fumaça por meses. Embora não tenham sido encontrados tecidos, pele ou cabelo, como nas múmias egípcias, os ossos guardavam as pistas do processo de preservação. Os cientistas denominam esses corpos de múmias devido ao processo de defumação intencional.

Até essa descoberta, as múmias mais antigas conhecidas eram da cultura Chinchorro, no Chile, com cerca de 7.000 anos, e do Antigo Egito, com cerca de 4.500 anos. A descoberta dessas múmias no Sudeste Asiático empurrou o marco temporal para 12.000 anos atrás, mostrando que a prática de preservar os mortos é mais antiga e amplamente distribuída do que se imaginava. Além disso, essa prática não se limitou ao passado, pois comunidades como os Dani, na Papua, Indonésia, continuam a defumar seus mortos, mantendo um fio cultural que liga as gerações atuais a ancestrais de 12 mil anos atrás.

Essa descoberta também ressalta a importância de considerar a diversidade cultural e as práticas funerárias em diferentes partes do mundo. A defumação de corpos, como uma prática de preservação, não se restringe a uma única região ou cultura, e pode ser encontrada em diferentes formas e contextos. A arqueologia e a antropologia continuam a desempenhar um papel fundamental na compreensão da história humana e das práticas culturais, revelando novas informações e perspectivas sobre a evolução da humanidade.

Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]

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