As eleições presidenciais na Colômbia estão prestes a chegar ao seu segundo turno, com os candidatos mais votados sendo o advogado de extrema-direita Abelardo de la Espriella e o senador governista Iván Cepeda. Com cerca de 99% das urnas apuradas, De la Espriella leva 43% dos votos, enquanto Cepeda obtém 40%. Os eleitores colombianos foram às urnas domingo passado para escolher entre 13 candidatos, mas nenhum deles atingiu a metade dos votos necessários para ganhar a eleição no primeiro turno. Portanto, as eleições serão decididas em segundo turno, em 21 de junho.
Neste contexto político polarizado, onde a violência armada aumentou e o debate sobre o legado do presidente Gustavo Petro ganhou destaque, as propostas dos candidatos assumem grande importância. O senador Iván Cepeda, 64 anos, é um político de esquerda que defende a manutenção das políticas sociais, o aprofundamento das negociações de paz e maior presença do Estado na economia e nos serviços públicos. Já o advogado Abelardo de la Espriella, 47 anos, representa o movimento Defensores da Pátria com propostas radicais sobre segurança nacional, como a construção de megaprisões e a intensificação das operações militares contra organizações criminosas.
É importante notar que a candidatura de De la Espriella tem inspirado-se em lideranças políticas de outros países da América Latina, como o salvadorenho Neyib Bukele e o argentino Javier Milei. Essas lideranças têm sido criticadas por políticas de segurança que priorizam a repressão e o aumento da presença militar, em vez de combater as causas profundas da violência. O senador Iván Cepeda, por outro lado, está ligado ao governo atual da Colômbia, que buscou estabelecer uma política de “paz total” e negociação com grupos armados, mas enfrentou oposição e resistência.
O segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia promete ser um debate intensificado entre as propostas de segurança nacional, políticas sociais e presença do Estado na economia. É possível que os candidatos tenham que apresentar propostas mais detalhadas e compromissos para atrair os eleitores indecisos e garantir a vitória em 21 de junho.