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A Península Ibérica se gira em 6mm por ano

Com placas se aproximando até 6 milímetros por ano, a Península Ibérica revela uma rotação escondida no mapa. A geologia mostra que o bloco formado por Espanha e Portugal gira lentamente no…

A Península Ibérica se gira em 6mm por ano
Foto reprodução / Imagem ilustrativa instagram

Com placas se aproximando até 6 milímetros por ano, a Península Ibérica revela uma rotação escondida no mapa. A geologia mostra que o bloco formado por Espanha e Portugal gira lentamente no sentido horário, pressionado pelas forças tectônicas entre África, Europa e o Mediterrâneo ocidental. Essa movimentação é resultado da aproximação entre as placas africana e eurasiana, que distribui tensões pela crosta, em vez de concentrar toda a deformação em uma única grande falha.

A Península Ibérica não está recebendo pressão tectônica uniformemente, o que leva a essa rotação. A convergência entre as placas é lenta, mas contínua, variando entre 4 e 6 milímetros por ano. Esse avanço pequeno cria tensões suficientes para deformar a crosta ao longo de séculos e milênios. A força principal vem da aproximação entre a placa africana e a placa eurasiana, que em algumas regiões do limite entre as duas, apresenta uma fronteira clara, mas no sul da Península Ibérica, essa fronteira se torna mais irregular e difícil de definir.

O Domínio de Alborão, localizado entre o sul da Espanha e o norte do Marrocos, desempenha um papel importante nesse processo. Essa região se desloca para o oeste e influencia diretamente a forma como a energia tectônica é distribuída ao redor do Estreito de Gibraltar. Esse movimento ajuda a formar o Arco de Gibraltar, estrutura que conecta a Cordilheira Bética, no sul espanhol, ao Rif, no norte marroquino. Como o deslocamento não é igual em todos os pontos, algumas áreas absorvem a deformação, enquanto outras transferem pressão para o bloco ibérico.

A análise de registros sísmicos e dados geodésicos obtidos por satélite confirma que a região está em rotação horária. Esse processo é uma consequência da complexa interação entre as placas tectônicas na região, que envolve a placa africana, a placa eurasiana e o bloco ibérico. A compreensão desse movimento é fundamental para entender a evolução geológica da região e como as forças tectônicas moldam a superfície da Terra ao longo do tempo.

Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]

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