A análise de imagens de alta resolução obtidas pela câmera HiRISE, do satélite Mars Reconnaissance Orbiter, até 2016, reforçou a hipótese de que a formação resulta de processos naturais. O impacto visual da formação vem da combinação entre o relevo acidentado de Candor Chasma, sombras marcadas e faces rochosas que parecem mais regulares do que o cenário ao redor. A tendência do cérebro humano a reconhecer padrões familiares em imagens ambíguas, conhecida como pareidolia, também contribui para a impressão de que a formação é artificial. Esse mesmo mecanismo foi responsável pelo famoso caso da Face em Marte, registrada pela Viking 1 em 1976.
A explicação geológica para a formação de Candor Tetrahedron envolve a ação erosiva do vento e da areia, que pode desgastar rochas marcianas e criar sulcos, planos lisos e facetas angulares. Em um planeta seco, frio e exposto a longos ciclos de abrasão, a combinação entre vento, areia, material rochoso desigual e deslizamentos antigos pode produzir geometrias que parecem improváveis quando vistas à distância. Esse processo não exige intervenção artificial, e a formação mostra como Marte ainda guarda paisagens capazes de parecer artificiais mesmo quando resultam de processos naturais.
A formação de Candor Chasma é um exemplo de como a geologia marciana pode produzir estruturas intrigantes e complexas. A análise de imagens de alta resolução e a compreensão dos processos geológicos que ocorrem em Marte são fundamentais para entender a origem e a evolução da formação. Além disso, o estudo de formações como Candor Tetrahedron pode fornecer informações importantes sobre a história e a evolução do planeta Marte. A comunidade científica continua a estudar essa e outras formações marcianas para ampliar o conhecimento sobre a geologia e a história do planeta, utilizando conceitos como erosão eólica para entender melhor esses fenômenos naturais.