Em uma manobra surpreendente, a Câmara dos Deputados rejeitou o destaque de preferência apresentado pelo Partido Liberal (PL) sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1. Em vez de adotar a escala 4×3, como propunha o PL, os deputados aprovaram uma emenda aglutinativa apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que prevê a redução do atual teto constitucional de jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, instituindo dois dias de folga. A transição para essa nova regra será de 1 ano e 2 meses, com a adição de duas horas por mês após a promulgação da PEC.
A Câmara dos Deputados aprovou a PEC, que foi apresentada sob a forma de emenda aglutinativa, que supriu a necessidade de uma votação nominal dos deputados a favor do texto de emenda do líder do governo na Casa, deputado Paulo Pimenta (PT-RS). O texto da emenda foi baseado no relatório do deputado Léo Prates (Republicanos-BA), aprovado em uma comissão especial, que reduz o teto de jornada de trabalho para 40 horas semanais e institui dois dias de folga. Além disso, a PEC prevê que os dois dias de folga serão um deles de domingos, em preferência aos outros dois dias da semana.
O destaque original do PL tinha como objetivo constranger o governo, já que a escala 4×3, proposta pelo PL, poderia ser mal interpretada como uma medida contra a popular. A votação da emenda foi simbólica, o que significa que os deputados votaram a favor do texto sem um registro nominal dos votos. Essa manobra regimental permitiu que a emenda aglutinativa, apresentada pelo PT, substituísse as regras originais.
A votação da PEC foi um movimento importante para o governo, que busca aprovar a reforma trabalhista. A redução do teto de jornada de trabalho para 40 horas semanais e a instituição de dois dias de folga têm como objetivo proteger os trabalhadores com carteira assinada. Além disso, a adição de duas horas por mês após a promulgação da PEC permite uma transição gradual para a nova regra. A PEC foi aprovada com 34 votos a favor e quatro contra, todos da oposição.