A Polícia Federal recebeu na noite de quarta-feira, 27 de maio, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, o traficante Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Brasil. Ele foi preso na Bolívia na véspera e estava foragido desde 2020, após receber o benefício da prisão domiciliar e fugir do país. A prisão ocorreu após troca de informações entre as forças policiais dos dois países e resultou na captura do foragido, condenado por crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas e outros delitos graves. Gerson Palermo estava na lista dos mais procurados do Brasil e foi condenado a quase 126 anos de prisão.
A captura de Gerson Palermo é um resultado importante da cooperação entre as forças policiais do Brasil e da Bolívia. Ele fugiu em abril de 2020, cinco horas após ter um habeas corpus concedido em Mato Grosso do Sul, durante a pandemia da Covid-19, alegando quadro de saúde debilitado. No entanto, o desembargador que concedeu o benefício, Divoncir Maran, foi posteriormente punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com aposentadoria compulsória, a penalidade administrativa mais grave prevista para magistrados, em fevereiro deste ano. Após a chegada ao território brasileiro, Palermo foi conduzido por policiais federais à Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul para os procedimentos de praxe.
Concluídas as formalidades legais, Gerson Palermo será encaminhado ao sistema penitenciário federal, onde permanecerá à disposição da Justiça. A Polícia Federal destacou que a prisão de Gerson Palermo foi possível graças à troca de informações entre as forças policiais dos dois países. A cooperação internacional é fundamental para combater o crime organizado, que muitas vezes tem alcance transnacional. A prisão de Gerson Palermo é um exemplo disso e demonstra a importância da colaboração entre as autoridades para garantir a segurança pública.
A chegada de Gerson Palermo ao Brasil e sua prisão são resultados importantes da ação conjunta entre as forças policiais dos dois países. Ele será mantido no sistema penitenciário federal, à disposição da Justiça, após o cumprimento dos procedimentos legais.