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Especialistas em Psicologia Cognitiva Revelam Por Que Você Verifica Se Trancou A Porta várias Vezes Mesmo Depois De Conferir

Pesquisadores da área de psicologia cognitiva, como o dr. Timothy D. Wilson, professor de psicologia da Universidade da Virgínia, descobriram que as pessoas que verificam várias vezes se trancaram a porta podem não estar esquecendo, mas desconfiando da própria memória, mesmo depois de conferir. Isso ocorre porque a ação de trancar a porta é frequentemente automática e recebe pouca atenção, o que pode levar a uma lembrança menos detalhada. A pessoa sabe que costuma fechar a porta, mas não consegue separar claramente a ação realizada naquele dia de todas as outras vezes em que fez o mesmo movimento, o que acaba sendo interpretado como possível esquecimento. A desconfiança da memória pode surgir quando a ação recebe pouca atenção ou é repetida tantas vezes que as verificações se misturam, reduzindo a sensação de certeza.

A memória não funciona como uma gravação perfeita, mas sim reconstrói acontecimentos usando atenção, contexto e detalhes disponíveis. Por isso, alguém pode ter fechado a porta corretamente, mas ainda sentir que a lembrança não oferece uma prova interna suficientemente convincente. O estudo “Repeated checking causes memory distrust” testou essa relação e demonstrou que, após verificações repetidas, os participantes não necessariamente ficaram menos precisos, mas relataram menor confiança, vivacidade e riqueza de detalhes sobre aquilo que haviam acabado de conferir. Isso pode ocorrer em situações cotidianas, como ao verificar se a porta está trancada ou se os fogos do fogão estão desligados. A repetição pode criar uma lembrança genérica, alimentando a vontade de retornar apenas mais uma vez.

A desconfiança da memória pode ser influenciada por fatores como cansaço, pressa, distração e estresse, que podem afetar a forma como as informações são processadas e armazenadas. Além disso, a falta de atenção durante a ação pode reduzir a sensação de certeza, tornando mais provável que a pessoa verifique novamente. O dr. Timothy D. Wilson também destaca que a memória é um processo complexo que envolve a reconstrução de acontecimentos, e não apenas a recuperação de informações armazenadas. A compreensão desse processo pode ajudar as pessoas a lidar com a desconfiança da memória e a desenvolver estratégias para melhorar a confiança na própria memória.

A importância de entender a desconfiança da memória reside no fato de que ela pode afetar a forma como as pessoas interagem com o ambiente e como elas lidam com a incerteza. Ao reconhecer que a memória não é uma gravação perfeita, as pessoas podem desenvolver estratégias para melhorar a confiança na própria memória, como a prática de mindfulness ou a utilização de aids de memória. Além disso, a compreensão da desconfiança da memória pode ajudar a reduzir a ansiedade e o estresse associados à incerteza, melhorando a qualidade de vida em geral. A Universidade da Virgínia, onde o dr. Timothy D. Wilson trabalha, é uma instituição de ensino superior localizada em Charlottesville, na Virgínia, EUA, e é conhecida por suas pesquisas em diversas áreas, incluindo a psicologia cognitiva.


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