Educação

Engenheiro sem mão, desenhou cidade com 98,6% de ruas com árvores

O engenheiro Jorge de Macedo Vieira, formado pela Escola Politécnica e contratado pela Companhia de Terras Norte do Paraná, desenhou a cidade de Maringá, no noroeste do Paraná, em 1943, sem nunca ter pisado no local. Isso aconteceu porque o terreno ainda era uma mata fechada e o engenheiro trabalhou com fotos aéreas e mapas topográficos, aplicando o conceito de cidade-jardim do britânico Ebenezer Howard. A cidade foi fundada oficialmente em 10 de maio de 1947, e a decisão de manter florestas no meio da malha urbana explica o que se vê hoje: 98,6% dos moradores vivem em ruas com árvores, o maior percentual do Brasil entre municípios com mais de 100 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo de 2022. Essa característica é importante porque reflete a qualidade de vida e a arborização da cidade, que é liderada por Maringá, seguida por Campo Grande, com 91,4%, e com a média nacional em 66%, o que significa que um em cada três brasileiros vive em rua sem nenhuma árvore.

A fundação da cidade de Maringá e o seu desenho urbano foram fundamentais para que a cidade alcançasse esse nível de arborização e qualidade de vida. O Parque do Ingá, que guarda 47,3 hectares de mata nativa remanescente em plena região central, foi inaugurado em 1971 e declarado Área de Proteção Permanente em 1991, é um exemplo disso. Além disso, a cidade de Maringá também se destaca em outros aspectos, como a acessibilidade, com 77,3% dos moradores vivendo em vias com rampa para cadeirante, o maior percentual do país entre municípios acima de 100 mil habitantes. O desempenho da cidade também é refletido no estudo Desafios da Gestão Municipal, da Macroplan, em que Maringá ficou em primeiro lugar entre as 100 maiores cidades brasileiras em 2024, com um Índice de Desenvolvimento da Gestão Municipal (IDGM) de 0,765, a melhor marca da história do levantamento.

A cidade de Maringá é um exemplo de como o planejamento urbano pode ter um impacto positivo na qualidade de vida dos moradores. A decisão de manter florestas no meio da malha urbana e a aplicação do conceito de cidade-jardim de Ebenezer Howard foram fundamentais para que a cidade alcançasse o nível de arborização e qualidade de vida que tem hoje. Além disso, a cidade também se destaca em outros aspectos, como a acessibilidade e o saneamento, com a cidade sendo colocada em 14ª posição entre as 100 mais populosas no Ranking do Saneamento 2025, do Instituto Trata Brasil. Isso mostra que a cidade de Maringá é um exemplo a ser seguido por outras cidades brasileiras que buscam melhorar a qualidade de vida dos seus moradores.

A importância da arborização e da qualidade de vida em Maringá pode ser medida pelo impacto que isso tem na vida dos moradores. A cidade tem um dos maiores percentuais de moradores vivendo em ruas com árvores, o que reflete a qualidade do ar, a redução do ruído e a melhoria da saúde mental. Além disso, a cidade também tem um alto nível de acessibilidade, com rampas para cadeirantes em muitas ruas, o que melhora a qualidade de vida das pessoas com deficiência. Isso mostra que a cidade de Maringá é um exemplo de como o planejamento urbano pode ter um impacto positivo na vida dos moradores, e que outras cidades brasileiras podem aprender com o exemplo de Maringá para melhorar a qualidade de vida dos seus moradores. A Companhia de Terras Norte do Paraná e o engenheiro Jorge de Macedo Vieira desempenharam um papel fundamental nesse processo, e a cidade de Maringá é um exemplo de como a arborização e a acessibilidade podem melhorar a qualidade de vida dos moradores.


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