Saúde

Dia Mundial do TDAH: Descubra Como Alimentação Equilibrada Melhora o seu Controle de Impulsos A Partir de Hoje

Hoje, 13 de julho, é celebrado o Dia Mundial da Conscientização sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) estima que cerca de 6 milhões de pessoas, incluindo crianças, adolescentes e adultos, são afetadas pelo transtorno no Brasil. O TDAH é uma condição neuropsiquiátrica que afeta a capacidade de atenção, controle de impulsos e regulação da atividade motora. Embora o tratamento envolva acompanhamento médico, psicológico e, em muitos casos, o uso de medicamentos, a alimentação também desempenha um papel importante na saúde cerebral e pode contribuir para um melhor funcionamento cognitivo.

A alimentação equilibrada é fundamental para a saúde cerebral, e pode favorecer a concentração, a memória, o humor e reduzir fatores que prejudicam o desempenho do cérebro. É importante destacar que não existe uma dieta capaz de curar o TDAH, nem uma cura para o transtorno. No entanto, o consumo excessivo de açúcar e de alimentos ultraprocessados pode contribuir para oscilações rápidas da glicemia, favorecendo irritabilidade, dificuldade de concentração, fadiga e impulsividade. Além disso, dietas ricas em refrigerantes, doces, salgadinhos, biscoitos recheados e fast-food costumam ser pobres em vitaminas, minerais e gorduras saudáveis, nutrientes fundamentais para o funcionamento adequado do cérebro.

O cérebro é um órgão altamente dependente de nutrientes, e alguns deles merecem destaque por sua relação com a saúde cognitiva. O ômega-3, encontrado em alimentos como sardinha, salmão, atum, arenque, chia, linhaça e nozes, participa da formação das membranas dos neurônios e da comunicação entre as células cerebrais. As proteínas, fornecidas por alimentos como ovos, frango, peixes, carnes magras, feijão, lentilha, grão-de-bico e iogurte natural, fornecem aminoácidos importantes para a produção de neurotransmissores, como dopamina e noradrenalina, substâncias diretamente relacionadas à atenção e ao foco. Além disso, deficiências de minerais como ferro e zinco podem comprometer o funcionamento cerebral e, em alguns casos, agravar sintomas relacionados à atenção.

A redução do consumo de alimentos processados e ricos em açúcar e gordura pode ser uma estratégia nutricional benéfica para pessoas com TDAH e para a população em geral. A inclusão de alimentos ricos em nutrientes essenciais, como ômega-3, proteínas e minerais, pode ajudar a melhorar a concentração, a memória e o funcionamento cerebral. É fundamental lembrar que a alimentação é apenas um aspecto do tratamento do TDAH, e que o acompanhamento médico e psicológico é essencial para o manejo da condição.


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