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Descubra agora pegadas de dinossauros de 135 milhões de anos em Araraquara

Araraquara, a 3ª melhor cidade do Brasil em qualidade de vida entre municípios de 100 mil a 500 mil habitantes, guarda um segredo geológico em suas calçadas. A Rua Voluntários da Pátria, no centro da cidade, esconde pegadas de dinossauros de 135 milhões de anos, registradas em lajes de arenito que pertencem à Formação Botucatu, resultado da compactação de areia acumulada há milhões de anos. Essas marcas foram deixadas por dinossauros, mamíferos e invertebrados que passaram por ali quando o interior paulista era um grande deserto. A Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo lista o Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara (MAPA) entre os principais museus de dinossauros do estado, onde o acervo pode ser visto de graça.

A Prefeitura de Araraquara confirmou o resultado do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025, que avalia 57 indicadores sociais e ambientais, e colocou a cidade em 12º lugar entre os 5.570 municípios do país, à frente de capitais como Brasília e Ribeirão Preto. A cidade também tem um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,815, considerado muito alto e o 14º maior do país, segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. A arborização é marca registrada de Araraquara e nasceu de uma tragédia sanitária, quando surtos de febre amarela levaram as autoridades a apostar nas árvores para purificar o ar.

A cidade combina custo de vida menor que o das grandes capitais com bairros para todos os perfis, do tradicional Vila Xavier, procurado por estudantes da Universidade Estadual Paulista (UNESP), aos condomínios da região dos Damhas e ao Centro, ideal para quem quer tudo a pé. O roteiro mistura natureza urbana, memória e ciência, com boa parte das atrações gratuitas e concentradas perto do centro. Algumas paradas cabem numa caminhada de poucos minutos.

A Agência SP descreve o bulevar como um museu de pegadas a céu aberto. A Rua 5 é protegida como patrimônio e forma um túnel verde com as árvores que foram plantadas no início do século XX para combater a febre amarela. A mesa da cidade acompanha o ritmo do interior, com forte herança italiana nas cantinas e um distrito que virou destino gastronômico.

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