Descubra agora como 60 mil pinguins elevam amônia em 1.000 vezes na Antártida
Título: Estudo de 2025 revela que fezes de 60 mil pinguins aumentam a amônia do ar em até 1.000 vezes e podem ajudar a formar nuvens sobre a Antártida
A pesquisa liderada por Dr. Maria Eduarda Santos, ecologista da Universidade de São Paulo (USP), descobriu que as fezes de 60 mil pinguins em uma colônia da Antártida podem liberar até 1.000 vezes mais amônia do que o nível de referência, influenciando a formação de nuvens na região. Este estudo foi publicado em 2025 e abordou o fascinante processo pelo qual as fezes de aves marinhas, conhecidas como guano, transformam nitrogênio em amônia gasosa.
O guano acumulado nessas colônias marinhas contém compostos ricos em nitrogênio, que durante sua decomposição é transformada em amônia gasosa. Isso ocorre mesmo no frio polar da Antártida, onde o solo fica exposto durante o verão e o guano libera amônia. Segundo o estudo, os pinguins de uma colônia antártica deixam uma marca química no ar mesmo após abandono do local. O guano acumulado libera amônia, que pode escapar do solo e alcançar a atmosfera.
O estudo publicado em 2025 encontrou picos de amônia de 13,5 partes por bilhão, enquanto o nível de referência ficou abaixo de 10,5 partes por trilhão. A diferença ultrapassou mil vezes quando o vento passava pela colônia. Após alcançar o ar, a amônia não cria nuvens sozinhas, mas ajuda a estabilizar agrupamentos minúsculos de compostos de enxofre produzidos pela atividade marinha. Esses agrupamentos originam novas partículas atmosféricas, que podem funcionar como núcleos de condensação. O estudo encontrado evidências de crescimento das partículas e de sua participação em gotículas de neblina, alterando a quantidade, duração e brilho das nuvens.
Descubra mais sobre Toda On
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
Em resumo
- As fezes de 60 mil pinguins em uma colônia da Antártida podem liberar até 1.000 vezes mais amônia do que o nível de referência.
- O guano acumulado nas colônias marinhas contém compostos ricos em nitrogênio, que durante sua decomposição é transformada em amônia gasosa.
- A amônia liberada pelo guano pode ajudar a estabilizar agrupamentos minúsculos de compostos de enxofre, originando novas partículas atmosféricas.
- Essas partículas podem funcionar como núcleos de condensação, alterando a quantidade, duração e brilho das nuvens.
Analise este conteúdo com IA




