Ciencia

Descoberto agora um reservatorio de 6 mil km³ de magma sob a Toscana

*Sob a Toscana, um reservatório de 6 mil km³ de magma permanece invisível entre 8 e 15 quilômetros de profundidade**

O geólogo e pesquisador Dr. Alessandro Mollo, da Universidade de Genebra, anunciou resultados inéditos sobre a existência de um reservatório de magma de 6 mil km³ sob as colinas da Toscana, na Itália. O que aconteceu é que, após uma série de estudos e análises de ondas sísmicas, a equipe descobriu que o magma está localizado entre 8 e 15 quilômetros de profundidade e não produz sinais de atividade vulcânica imediata. O local é a região da Toscana, específicamente sob as colinas de Larderello e Monte Amiata, famosas por suas áreas geotérmicas. Quando? A data exata da descoberta não foi mencionada. Por que aconteceu é que as colinas da Toscana não exibem sinais de atividade vulcânica, e a equipe busca entender a natureza do reservatório e seus possíveis impactos. Por que é importante é que a descoberta pode influenciar o entendimento sobre recursos geotérmicos e vulcanologia.

O reservatório de magma não é um lago vazio preenchido por lava líquida, mas sim uma mistura heterogênea de rochas parcialmente fundidas, com zonas com diferentes proporções de cristais, rocha quente e material fundido. Essa arquitetura é comum em sistemas magmáticos de longa duração. As velocidades sísmicas más baixas aparecem sob áreas como Larderello, Radicondoli e Monte Amiata, o que ajuda a explicar por que a região possui fluxo de calor elevado e abriga uma das áreas de produção geotérmica mais antigas e importantes do mundo. Isso é especialmente relevante, pois a quantia de material quente é apenas um dos fatores necessários para uma erupção. O magma precisa ganhar pressão, abrir fraturas, subir e produzir sinais detectáveis na superfície. Atualmente, esses indícios não aparecem em uma sequência compatível com crise vulcânica na Toscana. A diferença entre um reservatório profundo e um sistema em agitação fica clara no conteúdo do Olhar Digital, canal com mais de 964 mil inscritos, que acompanha o monitoramento de Campi Flegrei, na Itália, e mostra quais sinais fazem os vulcanólogos elevar a atenção.

A geometria do sistema pode ampliar o conhecimento sobre recursos geotérmicos de alta entalpia, o que é especialmente relevante para a região da Toscana, conhecida por suas áreas geotérmicas. A equipe instalou uma rede de sismômetros e analisou o ruído natural que atravessa continuamente a crosta. Ondas geradas por oceanos, vento e atividade humana mudam de velocidade ao encontrar rochas quentes ou parcialmente fundidas. É importante notar que o reservatório não é um lago vazio preenchido por lava líquida, mas sim uma mistura heterogênea de rochas parcialmente fundidas, com zonas com diferentes proporções de cristais, rocha quente e material fundido. Essa arquitetura é comum em sistemas magmáticos de longa duração.

A equipe reuniu dados significativos sobre a natureza do reservatório e seus possíveis impactos. O que importa é que a descoberta pode influenciar o entendimento sobre recursos geotérmicos e vulcanologia. A quantidade de material quente é apenas um dos fatores necessários para uma erupção. O magma precisa ganhar pressão, abrir fraturas, subir e produzir sinais detectáveis na superfície. Esses indícios não aparecem atualmente em uma sequência compatível com crise vulcânica na Toscana. A geometria do sistema pode ampliar o conhecimento sobre recursos geotérmicos de alta entalpia.


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