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Descobertas 1121 novas espécies no fundo do oceano em apenas 1 ano com Ocean Census hoje

A missão global Ocean Census, lançada em abril de 2023 pela Fundação Nippon e pelo instituto britânico Nekton, registrou 1.121 espécies potencialmente novas no fundo do oceano entre abril de 2025 e março de 2026. Essa iniciativa, que visa descrever até 100 mil novas espécies marinhas, representa um avanço real para a oceanografia, pois mostra que ainda há muito a ser descoberto sobre a vida marinha. O número de espécies catalogadas é 54% maior do que o registrado no ano anterior, quando foram catalogadas 728 novas espécies.

O Ocean Census é um programa que reúne uma rede internacional de institutos marinhos, museus e universidades para acelerar as descobertas em várias frentes ao mesmo tempo. A meta é descrever até 100 mil novas espécies marinhas, unindo expedições, laboratórios, taxonomistas e plataformas digitais de dados. O programa funciona em várias frentes, incluindo expedições ao fundo do oceano, análises de amostras em laboratórios e uso de tecnologias de ponta para identificar novas espécies.

Algumas das novas espécies descobertas ajudam a dimensionar a amplitude desse levantamento. O chamado verme do castelo de vidro, descrito como Dalhousiella yabukii, foi encontrado a 791 metros de profundidade na Cadeia de Montes Submarinos Shichiyo, perto do Japão. Outro achado é o tubarão-fantasma, ou Chimaera sp. 1, localizado no Parque Marinho do Mar de Coral, ao largo de Queensland, na Austrália. A descoberta mais extrema do conjunto foi a esponja carnívora Chondrocladia sp., localizada a 3.601 metros de profundidade na Fossa Norte das Ilhas.

O número impressiona porque o oceano cobre a maior parte do planeta, mas segue menos conhecido do que muitos ambientes terrestres. Estimativas citadas pelo projeto indicam que entre 75% e 90% das espécies marinhas ainda podem estar fora dos registros científicos atuais. Esse vazio de conhecimento afeta diretamente a conservação, pois sem saber quais espécies existem, onde vivem e como se conectam aos ecossistemas, fica mais difícil medir perdas e proteger habitats diante do aquecimento, da pesca e da mineração em águas profundas. Em três anos de atividade, o programa já soma mais de 2.000 espécies marinhas descobertas ao todo.

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