Ciencia

Descoberta surpreendente na Itália hoje, grande reservatório de magma a 15km de profundidade

Uma equipe liderada pela Universidade de Genebra, com participação do CNR-IGG e do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia, o INGV, descobriu um reservatório de magma a 15 km de profundidade na Itália, especificamente sob a Toscana, uma região conhecida por suas colinas e falta de características vulcânicas visíveis. A descoberta foi feita por meio de uma técnica de tomografia por ruído ambiente, que utiliza vibrações contínuas produzidas por ondas oceânicas, vento e atividade humana para criar uma imagem tridimensional do subsolo. Essa técnica permitiu que os pesquisadores identificassem zonas compatíveis com rocha parcialmente fundida, onde as ondas se moviam mais lentamente. O sistema contém cerca de 6.000 km³ de material vulcânico, o que ajuda a explicar o calor geotérmico regional. A Universidade de Genebra destaca que essa descoberta é importante porque a região não apresenta características vulcânicas clássicas, como cones ativos ou erupções recentes, e por isso a presença de magma em profundidade era desconhecida.

A região da Toscana, especialmente a área de Larderello, já era conhecida por suas fontes termais e produção geotérmica, com uso de vapor para eletricidade desde 1911. A descoberta desse reservatório de magma profundo pode orientar estudos sobre reservatórios geotérmicos, lítio e terras raras, pois esses recursos podem estar associados a sistemas magmáticos profundos. A escala do sistema é comparável a grandes caldeiras, mas é importante notar que o magma não está pronto para subir à superfície, pois parte do reservatório funciona como uma mistura de rocha parcialmente fundida, cristais e fluidos quentes, presa em profundidade. A equipe utilizou cerca de 60 sensores sísmicos para reconstruir a imagem tridimensional do subsolo, o que permitiu identificar as zonas de rocha parcialmente fundida. A técnica de tomografia por ruído ambiente é uma ferramenta importante para estudar a estrutura interna da Terra e entender melhor os processos geológicos que ocorrem em profundidade.

O estudo publicado na Communications Earth & Environment descreve mais de 5.000 km³ de magma e fusão parcial armazenados na crosta média da Província Magmática Toscana. Isso não significa que haja um lago líquido pronto para subir, mas sim que o magma está preso em profundidade e não tem um caminho aberto até a superfície. A descoberta é importante porque ajuda a explicar a persistência do calor subterrâneo na região e pode ter implicações para a exploração de recursos geotérmicos e minerais. A Universidade de Genebra e seus parceiros continuam a estudar a região para entender melhor a estrutura e o comportamento do reservatório de magma. A equipe de pesquisa liderada pela Universidade de Genebra é composta por especialistas em geofísica e vulcanologia, que utilizam técnicas avançadas para estudar a estrutura interna da Terra e entender melhor os processos geológicos que ocorrem em profundidade.

A descoberta do reservatório de magma na Toscana é um exemplo de como a pesquisa científica pode revelar segredos escondidos sobre a estrutura da Terra. A técnica de tomografia por ruído ambiente é uma ferramenta poderosa para estudar a estrutura interna da Terra e entender melhor os processos geológicos que ocorrem em profundidade. A descoberta do reservatório de magma pode ter implicações para a exploração de recursos geotérmicos e minerais, e pode ajudar a entender melhor a estrutura e o comportamento da crosta terrestre. A Universidade de Genebra e seus parceiros continuam a estudar a região para entender melhor a estrutura e o comportamento do reservatório de magma, o que pode levar a novas descobertas e avanços na área de geofísica e vulcanologia. O Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia, o INGV, também está envolvido na pesquisa e fornece apoio e recursos para a equipe de pesquisa.

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