Descoberta colossal: Explosão submarina de 457 km³ que escondeu uma caldeira de 19 km
A erupção Kikai-Akahoya foi uma das maiores do Holoceno, um período geológico que começou há cerca de 11.700 anos e que coincide com o desenvolvimento da civilização humana. Nenhuma outra erupção registrada durante esse período teve um volume superior ao do evento descoberto em Kikai-Akahoya. A caldeira subaquática resultante da erupção tem cerca de 19 quilômetros de largura e permanece escondida abaixo do nível do mar.
O estudo liderado por Dr. Goto e sua equipe da Universidade de Kobe combinou imagens sísmicas de alta resolução, amostras de sedimentos e análises químicas de fragmentos vulcânicos para entender melhor o impacto da erupção. Os pesquisadores descobriram que os depósitos da erupção cobrem mais de 4.500 km² do fundo oceânico, preservando uma visão única da catástrofe vulcânica. A erupção também produziu um fluxo piroclástico que entrou no oceano e se transformou em uma corrente de densidade subaquática, permitindo que as partículas continuassem avançando por aproximadamente 40 quilômetros.
Os depósitos preservaram pistas sobre os caminhos seguidos pelos produtos da erupção, incluindo cinzas que viajaram por uma área muito maior do que a caldeira, vestígios encontrados em regiões distantes do arquipélago e depósitos formados em terra e no oceano. Os fluxos mais densos alcançaram o litoral localizado a cerca de 100 quilômetros da origem da erupção, revelando a extensão e a força da catástrofe vulcânica.
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