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Conheça o Provérbio Sumério que Revela a Verdade Sobre a Origem do Ódio Agora Descobre

Um provérbio sumério de quase 4 mil anos, registrado na literatura suméria, uma coleção reunida no corpus de literatura suméria, desloca a origem do conflito: primeiro existiam pessoas e sentimentos, depois vieram palavras capazes de criar hostilidade. A máxima, registrada como item 1.105 do corpus, afirma que “o coração não criou o ódio; a fala criou o ódio”, ou, em sua formulação inglesa, “the heart never created hatred, speech created hatred”, segundo o corpus mantido pela Universidade de Oxford. Essa literatura suméria foi escrita em língua antiga da Mesopotâmia e chegou ao presente principalmente por tábuas e cópias produzidas durante diferentes períodos. O conteúdo do provérbio é importante porque chama a atenção para o momento em que uma conversa deixa de explicar diferenças e começa a fabricar inimigos, alertando para a responsabilidade das palavras na criação de hostilidade.

A frase “o coração não criou o ódio; a fala criou o ódio” funciona como imagem de responsabilidade verbal, indicando que raiva, medo e frustração podem existir antes da conversa, mas a maneira de expressá-los determina se o encontro buscará clareza ou transformará desconforto em hostilidade aberta. Além disso, a máximaserve como advertência contra a desculpa de que “foi apenas uma palavra”, pois a fala organiza interpretações, distribui culpa e define lados, e, quando repetida, pode consolidar o ódio, fazendo uma reação momentânea parecer uma verdade permanente sobre quem está do outro lado. A tecnologia acelerou mensagens, áudios e comentários, mas o intervalo entre sentir e responder continua decisivo, e uma frase enviada no momento errado pode mudar o curso de uma discussão.

Os provérbios sumérios condensavam experiência social em poucas linhas, permitindo que frases fáceis de copiar e recordar servissem ao treinamento da escrita, à observação da conduta e à discussão sobre escolhas cotidianas. O tamanho reduzido não diminuía a complexidade das máximas, pois cada uma deixava espaço para interpretação. Ao redor do provérbio em questão, aparecem máximas sobre insultos, maldições e respostas, formando um conjunto em que a fala produz consequências. A Universidade de Oxford, responsável por manter o corpus, preserva o enunciado nas linhas 71 e 72 da coleção 1.105, destacando a importância da literatura suméria para a compreensão das origens da criação de hostilidade.

A máxima suméria serve como lembrete de que as palavras têm o poder de criar ou destruir, e que a escolha das palavras certas pode evitar que uma discussão se transforme em hostilidade. Em um contexto em que a tecnologia permite a disseminação rápida de informações, é fundamental lembrar que as palavras podem ter consequências duradouras, e que a responsabilidade pela criação de um ambiente hostil ou não depende da maneira como expressamos nossos pensamentos e sentimentos. A literatura suméria, com sua sabedoria milenar, nos alerta para a importância de refletir sobre as palavras que escolhemos e sobre o impacto que elas podem ter nas relações e na sociedade.


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