Cientistas revelam agora que animais criam crateras no mar
Essa pesquisa contrariou a hipótese tradicional de que as crateras submarinas, conhecidas como pockmarks, são formadas por vazamentos de metano capazes de empurrar sedimento para os lados e abrir cavidades redondas no fundo do mar. No entanto, análises recentes apontam causas bem menos óbvias por trás de parte dessas crateras, longe de qualquer vazamento de gás. A exemplo disso, uma equipe do USGS, do Monterey Bay Aquarium Research Institute e da Universidade Stanford investigou um campo de depressões na costa de Big Sur, na Califórnia, e descobriu que a gravidade é o mecanismo central responsável pela formação dessas crateras. O leito oceânico ali tem uma inclinação suave, empurrando sedimento encosta abaixo há pelo menos 280.000 anos, com um episódio mais recente há cerca de 14.000 anos.
A pesquisa realizada no Mar do Norte mostrou que os botos-comuns são capazes de criar pequenas marcas no fundo do mar ao caçar lançãos, o que pode levar à formação de crateras submarinas. Já a investigação na Califórnia destacou a importância da gravidade na formação de crateras em áreas com inclinação suave. Esses achados são importantes porque permitem uma melhor compreensão da geologia submarina e podem ter implicações para a exploração de recursos naturais e a conservação do meio ambiente.
42.458 estruturas ligadas ao comportamento de caça de botos-comuns foram identificadas no Mar do Norte, e uma área comparável à cidade de Los Angeles foi encontrada com crateras submarinas na costa da Califórnia. A Universidade de Kiel e o USGS estão entre as instituições envolvidas nessas pesquisas, que foram publicadas na Communications Earth & Environment e no Journal of Geophysical Research. Esses estudos contribuem para uma melhor compreensão da formação de crateras submarinas e do papel de diferentes fatores, como a caça de animais e a gravidade, nesse processo.
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