Cientistas identificam 1.121 novas espécies marinhas em um ano
*Cientistas identificam 1.121 novas espécies marinhas em apenas um ano**
No âmbito do Ocean Census, uma mobilização internacional liderada por John Gilchrist, diretor-executivo da Ocean Census e coordenador executivo da Plataforma para Espécies, 1.400 taxonomistas e pesquisadores ligados a 660 instituições em 85 países identificaram 1.121 novas espécies marinhas entre 1º de abril de 2025 e 31 de março de 2026. Este número representa um aumento de 54% no ritmo anual de descoberta de espécies. O avanço não foi resultado de uma única viagem, mas sim da combinação de coleta, taxonomia, genética e revisão de material obtido em diferentes regiões.
A iniciativa reuniu 13 expedições e 9 oficinas de descoberta de espécies, em vez de deixar amostras aguardando por anos em coleções. Os especialistas trabalharam em rede para comparar anatomia, material genético, distribuição e parentesco evolutivo, acelerando etapas que, em geral, ocorrem separadamente. Alguns exemplos das descobertas incluem o tubarão-fantasma, uma quimera que é parente distante de tubarões e raias, encontrada no Parque Marinho do Mar de Coral, na Austrália, entre 802 e 838 metros. Outros exemplos incluem o verme que ocupa câmaras de uma esponja de vidro e uma variedade de corais, caranguejos, camarões, ouriços, anêmonas, vermes e peixes encontrados em ambientes muito diferentes do oceano global.
O Ocean Census anunciou a identificação de 1.121 espécies marinhas e informou que o resultado representa um aumento de 54% no ritmo anual. A plataforma NOVA organiza os registros produzidos pelo Ocean Census para que as informações possam ser compartilhadas em semanas ou dias, reduzindo a distância entre a coleta e o reconhecimento científico. A rede científica envolve mais de 1.400 taxonomistas e pesquisadores, ligados a 660 instituições em 85 países. Além disso, a identificação dessas novas espécies contribui para melhor entender os ecossistemas oceânicos e a importância de sua biodiversidade.
Essas descobertas também mostram a vasta variedade de vida no oceano, que é capaz de habitar em ambientes muito diferentes da superfície. Profundidade não significa ausência de vida, ela impõe escuridão, baixa temperatura, escassez de alimento e pressão elevada, mas também cria nichos nos quais organismos desenvolvem anatomias, relações e estratégias muito diferentes das observadas perto da superfície. Cada espécie registrada acrescenta uma peça ao funcionamento desses ecossistemas.
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