Cientistas aumentam espessura do gelo no Ártico em até 32cm com 50 mil toneladas de água do mar agora
O Centre for Climate Repair da Universidade de Cambridge, sob a liderança de uma equipe de pesquisadores, realizou um experimento inovador no norte do Canadá, mais especificamente perto de Cambridge Bay, em Nunavut, durante a campanha de 2024 e 2025. A equipe, liderada por cientistas especializados em mudanças climáticas, bombeou aproximadamente 50 mil toneladas de água do mar para a superfície do gelo do Ártico, onde ela congelou e aumentou a espessura do gelo em até 32 centímetros em áreas tratadas, em comparação com áreas próximas não tratadas. Esse resultado ocorreu porque, durante o inverno polar, o ar está abaixo do ponto de congelamento, permitindo que a água retirada debaixo da placa se espalhe em uma camada rasa e perca calor rapidamente, congelando em contato com o ar frio. O objetivo do experimento não era produzir uma geleira, mas verificar se a inundação controlada mudaria o crescimento, brilho e resistência do gelo ao verão, o que é importante para entender os mecanismos de mudanças climáticas e seus impactos nas regiões polares.
A experiência foi acompanhada durante uma estação completa e apresentou resultados significativos, com os pontos inundados mostrando uma aumento na espessura do gelo de até 32 centímetros, dependendo de fatores como temperatura, vento, neve e momento do bombeamento. A equipe divulgou que a aplicação da água bombeada ocupou depressões e congelou quando entrou em contato com o ar frio, transferindo parte do crescimento que ocorreria abaixo da placa para uma nova camada formada na superfície. O brilho do gelo, que influencia o albedo, ou a parcela da radiação solar refletida de volta, também foi afetado, pois neve e gelo claros absorvem menos energia do que água escura ou superfícies sujas. No entanto, sal, textura e neve modificam a resposta, então a espessura adicional não garante a mesma resistência ao verão, o que ainda precisa ser quantificado em condições variadas.
A operação de bombear água em pleno inverno exige energia, máquinas resistentes e acesso seguro, o que pode ser um desafio para replicar o experimento em larga escala. Além disso, a medição separa espessura, brilho e resistência do material, o que é fundamental para entender os resultados centrais do experimento. Os resultados mostram que a inundação controlada pode ser uma ferramenta para aumentar a espessura do gelo e modificar seu brilho, o que pode ter implicações para a mitigação das mudanças climáticas. No entanto, é importante notar que a replicação desse ganho em outro lugar exige que as condições cooperem durante tempo suficiente, o que pode ser um desafio em regiões com condições climáticas variadas.
O experimento realizado pelo Centre for Climate Repair da Universidade de Cambridge fornece uma contribuição significativa para a compreensão dos mecanismos de mudanças climáticas e seus impactos nas regiões polares. A equipe de pesquisadores liderada pelo Centre for Climate Repair demonstrou que a inundação controlada pode ser uma ferramenta eficaz para aumentar a espessura do gelo e modificar seu brilho, o que pode ter implicações para a mitigação das mudanças climáticas. Além disso, o experimento mostra que a combinação de ciência e tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa para entender e mitigar os efeitos das mudanças climáticas, o que é fundamental para o futuro do planeta. A equipe de pesquisadores do Centre for Climate Repair da Universidade de Cambridge está contribuindo significativamente para o avanço do conhecimento científico e para a busca de soluções para os desafios climáticos globais.
Descubra mais sobre Toda On
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
Analise este conteúdo com IA




