Cientistas analisam fungos separados por quase 4 quilômetros e descobrem que todos pertencem ao mesmo organismo subterrâneo
O Serviço Florestal dos Estados Unidos, por meio de seus pesquisadores, identificou um gigantesco fungo subterrâneo, conhecido como Armillaria ostoyae, que ocupa aproximadamente 965 hectares no Malheur National Forest, no Oregon, Estados Unidos. O fungo em questão foi analisado por meio de amostras retiradas de diferentes pontos, demonstrando compatibilidade genética, o que indica que todos pertencem ao mesmo organismo. Essa descoberta é importante porque revela a existência de uma rede subterrânea de fungos que pode se espalhar por quilômetros, conectando árvores e solo, e influenciando o ecossistema da floresta. A identificação desse fungo gigante foi possível graças ao trabalho de campo, ao cultivo de amostras e à comparação genética realizada pelos pesquisadores do Serviço Florestal dos Estados Unidos.
O Armillaria ostoyae consegue se espalhar por tecidos subterrâneos e por estruturas semelhantes a cordões, chamadas rizomorfos, avançando entre árvores por meio do micélio, uma rede de filamentos que permeia o solo. Os cogumelos visíveis na superfície são apenas estruturas reprodutivas temporárias, comparáveis aos frutos de uma forma de vida muito maior e quase inteiramente escondida. O estudo do Serviço Florestal dos Estados Unidos mapeou indivíduos de Armillaria ostoyae em uma área onde a mortalidade de árvores já chamava a atenção, e as manchas separadas de doença pertenciam, em grande parte, ao mesmo fungo. O tamanho do organismo não está em um tronco, uma copa ou um corpo central visível, mas surge da continuidade de uma rede viva subterrânea que ocupa raízes, madeira e solo durante muitas gerações de árvores.
A descoberta desse fungo gigante é fascinante porque mostra como a natureza pode esconder estruturas complexas e interconectadas sob a superfície. O canal Minuto da Terra, com mais de 1,2 milhão de inscritos, explica o caso do fungo gigante do Oregon, demonstrando por que os cogumelos visíveis representam apenas uma pequena parte do indivíduo. A identificação combinou trabalho de campo, cultivo de amostras e comparação genética, e os principais sinais foram o tamanho do organismo, a continuidade da rede subterrânea e a compatibilidade genética entre as amostras. O verdadeiro gigante permanece abaixo dos passos de quem atravessa a floresta, conectado por filamentos que transformam quilômetros de terreno em partes de um único indivíduo.
Os pesquisadores do Serviço Florestal dos Estados Unidos compararam amostras retiradas de diferentes pontos e verificaram a compatibilidade genética, o que permitiu concluir que os fungos separados por quase 4 quilômetros no subsolo apresentam a mesma identidade genética. Isso significa que o Armillaria ostoyae pode ser considerado um único organismo, apesar de sua vasta extensão. A importância da descoberta desse fungo gigante reside no fato de que ele pode influenciar o ecossistema da floresta, afetando a saúde e a biodiversidade das árvores e outros organismos que vivem na área. Além disso, a existência de uma rede subterrânea de fungos pode ter implicações para a gestão e conservação das florestas, uma vez que pode ser necessário considerar a interconexão entre as árvores e o solo ao desenvolver estratégias de manejo e proteção ambiental.
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