Ciencia

CERN desliga LHC hoje para reforma de 4 anos com foco em atualizações

*Adeus ao LHC: O CERN desliga o maior acelerador do mundo em meio a uma grande reforma**

O Dr. Fabio Javier Cervelli, responsável pelo projeto do Acelerador de Partículas do CERN, anunciou ontem que o laboratório desligou o colisor após sua última rodada de física em 29 de junho de 2026. A parada marca o início de uma grande fase de manutenção, troca de componentes e preparação para uma nova etapa de operação, chamada de Long Shutdown 3, ou LS3. Ela deve durar cerca de quatro anos e permitirá mexer em áreas que não poderiam ser acessadas com feixes de partículas circulando dentro do anel.

Durante esta pausa, equipes do CERN removerão e substituirão cerca de 1,2 quilômetro de ímãs e componentes, além de instalar sistemas preparados para uma quantidade muito maior de colisões. A atualização não é apenas uma limpeza técnica, mas sim uma reforma planejada para transformar o colisor em uma versão mais sensível, capaz de gerar muito mais dados a partir de 2030. A versão atualizada será chamada de HiLumi LHC, uma forma abreviada de colisor de alta luminosidade.

Em física de partículas, luminosidade não tem a ver com brilho comum, mas com a quantidade de colisões que a máquina consegue produzir. Com mais colisões, os detectores coletam mais dados. Isso aumenta a chance de notar sinais raros, testar limites do modelo atual da física e estudar com mais precisão partículas e processos que aparecem misturados a um ruído enorme. A reforma também permitirá que os cientistas estudem em detalhe a matéria escura, que é responsável por cerca de 27% da massa do universo.

O retorno completo está previsto para 2030, quando a nova fase deve começar com capacidade ampliada. Antes disso, parte do complexo poderá retomar atividades de forma gradual, mas o grande objetivo é preparar a máquina para operar em outro patamar. Quando voltar, o colisor não será apenas o mesmo equipamento religado. Ele deverá produzir um volume muito maior de informações, tornando a espera longa menos parecida com um fim e mais parecida com uma reconstrução paciente da ferramenta.

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