As tartarugas transformaram costelas e vértebras no próprio casco, e a evolução colocou seus ombros em uma posição que não existe em outros animais
O programa do Dr. Yoshiyuki Iwamoto, pesquisador do Instituto de Ciência e Tecnologia (RIKEN) no Japão, descobriu que as tartarugas transformaram suas costelas e vértebras em uma superfície rígida que compõe seu casco. Essa transformação não é comum entre os vertebrados e afetou as funções do corpo das tartarugas.
O casco das tartarugas não é uma simples capa que pode ser removida, mas sim uma estrutura complexa que envolve a coluna, as costelas e outras partes do corpo. A região superior da carapaça reúne costelas alargadas, vértebras e ossos formados na pele, enquanto os ombros ficam envolvidos por essa estrutura, produzindo uma organização incomum entre os vertebrados. A carapaça superior e a placa inferior do casco se conectam nas laterais e são sustentadas pelos ossos internos. Muitas espécies de tartarugas apresentam escudos de queratina, material semelhante ao encontrado em unhas, por fora.
Essa transformação de costelas em uma superfície rígida afetou as funções do corpo das tartarugas. Elas perderam parte do movimento normal das costelas para expandir o tronco durante a respiração e agora dependem de músculos especializados para movimentar as vísceras e ventilar os pulmões. Além disso, a região inferior da carapaça, chamada de plastrão, apresenta uma placa de ossos que se conecta à coluna e às costelas, tornando-a uma parte integral do esqueleto da tartaruga.
Essa adaptação pode ter surgido como uma resposta à necessidade de proteção das tartarugas, que precisaram desenvolver uma estrutura mais robusta para se defender de predadores. No entanto, essa transformação também afetou as características anatômicas da tartaruga, tornando-a diferente de outras espécies de vertebrados.
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