O Ministério Público de São Paulo (MPSP) está investigando suspeitas de corrupção e negociação de armas envolvendo o ex-jogador Romário Hugo dos Santos, conhecido como Romarinho, que se destacou na base do Palmeiras. As informações vêm a público após o MPSP receber um conjunto de provas obtidas a partir do celular do ex-jogador, que foi condenado a 22 anos e 10 meses de prisão pela Justiça goiana em agosto passado por organizar a manipulação de resultados em jogos de futebol profissional para favorecer apostas esportivas.

A operação que resultou na condenação de Romarinho em Goiás, a “Penalidade Máxima”, expôs um esquema de manipulação de resultados em jogos de futebol profissional para favorecer apostas esportivas, que envolvia mais de 20 jogadores e dois outros indivíduos condenados. Dados coletados nesse contexto agora sugerem que Romarinho teria cooptado outros jogadores profissionais em São Paulo sem o conhecimento da quadrilha em Goiás, conforme revela o MPSP. As suspeitas de corrupção esportiva e negociação de armas vieram à tona após conversas extraídas do celular de Romarinho que remetem a práticas suspeitas de estelionato na compra de carros de luxo por meio da sua concessionária, “R11 Car Veículos”, na zona norte de São Paulo.

As investigações, conduzidas pelo MPSP e envolvendo provas obtidas do celular de Romarinho, têm focado no contexto de suas atividades esportivas antes da sua condenação em agosto passado. De fato, a compra de carros de luxo pelo seu negócio parece haver dado margem a movimentações suspeitas que incluem fraude e uso indevido de documentos e cartões bancários em nomes de terceiros. Além disso, outras transações suspeitas identificadas em conversas extraídas ao celular são referentes ao suposto envolvimento de Romarinho em negociações de armas de fogo com um contato local em São Paulo. O contexto é crítico, pois estas negociações seriam realizadas em 2022, enquanto o ex-jogador ainda atuava em competições de futebol profissional.

Ao receber provas do MPGo, o MPSP passa a examinar os crimes de corrupção esportiva, estelionato, falsidade ideológica, fraude e lavagem de dinheiro. Embora a relação entre o ex-jogador Romarinho e esses crimes esteja claro, o MPSP ainda precisará investigar mais para apurar as ações do ex-jogador, seu papel em uma suposta rede criminosa e seus supostos vínculos com outros atletas, além de analisar como essas suspeitas podem afetar o cenário esportivo em São Paulo. O caso, por enquanto, está em plena investigação pelo MPSP, que segue a coleta de provas e a apuração dos fatos, na tentativa de estabelecer o que realmente ocorreu com Romarinho e como essa história pode mudar o panorama do futebol profissional no estado paulista nos próximos tempos.

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