*Estudo desafia a energia escura e sugere que a expansão acelerada do universo pode ter outra explicação.**
Um novo estudo desenvolvido por cientistas da Universidade da Califórnia em Davis está gerando debates na cosmologia ao questionar a existência da energia escura, um dos principais componentes do modelo cosmológico padrão. De acordo com a pesquisa, as equações da relatividade geral de Albert Einstein seriam capazes de explicar a expansão acelerada do universo sem a necessidade de uma força adicional, como a energia escura. A energia escura foi introduzida no final da década de 1990 para explicar observações que indicavam que a expansão do universo está acelerando ao longo do tempo.
A energia escura é considerada uma das principais incógnitas da cosmologia, já que sua natureza permanece desconhecida. No entanto, os cientistas podem inferir sua existência pelo efeito que ela tem na expansão cósmica. De acordo com as estimativas atuais, a energia escura representa cerca de 70% do conteúdo energético do universo. Já os espaços-tempos de Friedmann, utilizados como base do modelo cosmológico padrão, apresentam instabilidades matemáticas significativas que tornam o modelo menos robusto do que se acreditava. Em vez de introduzir uma nova forma de energia, a expansão acelerada seria consequência da dinâmica gravitacional do universo.
Os pesquisadores sugerem que as equações da relatividade geral de Einstein podem explicar a expansão acelerada do universo sem a necessidade de energia escura.
A equipe de cientistas que realizou a pesquisa analisou as chamadas equações Einstein-Euler, que combinam conceitos da relatividade geral com princípios da dinâmica dos fluidos. Essas equações são amplamente utilizadas para modelar fenômenos cósmicos em larga escala. Os principais resultados incluem: os modelos de Friedmann descrevem um universo homogêneo e isotrópico, no qual a matéria está distribuída de forma uniforme em grande escala. Eles servem como a base matemática do modelo Lambda-CDM, atualmente o mais aceito pela comunidade científica. Os autores sugerem que os desvios em relação aos modelos tradicionais podem gerar acelerações em larga escala sem riqueza adicional.