O influenciador Arthur O Urso revelou que seu histórico de relacionamentos poliamorosos foi um fator determinante para que sua candidatura ao concurso Mister Brasil não avançasse. Em 2021, Arthur realizou uma cerimônia simbólica com nove mulheres, assumindo publicamente seu estilo de vida poliamoroso, o que lhe deu notoriedade nacional. No entanto, ao tentar participar do Mister Brasil, ele afirma que seu passado foi visto como um obstáculo, e a organização do concurso deixou claro que seu histórico de ter sido “casado” com múltiplas mulheres ainda pesa na percepção pública.
Arthur, de 37 anos, havia planejado mostrar uma imagem mais tradicional, voltada à disciplina, preparo físico e postura institucional, mas seu histórico pessoal acabou sendo interpretado como um impedimento. Ele acredita que isso evidencia como padrões sociais e expectativas tradicionais ainda influenciam decisões institucionais, mesmo quando a vida pessoal não interfere diretamente nas capacidades de um candidato. Para ele, reduzir uma pessoa a um único aspecto de sua trajetória ignora experiências que podem agregar valor, diversidade e autenticidade à imagem de qualquer participante. O caso também reacendeu discussões sobre como a sociedade encara relacionamentos não tradicionais e como isso pode afetar oportunidades em áreas como a carreira e a mídia.
O influenciador afirma que não pretende abandonar novos projetos ou concursos de beleza, vendo a situação como um aprendizado sobre os limites do julgamento social e o valor da resiliência. Ele entende que concursos têm critérios e posicionamento institucional, mas acredita que ninguém pode ser resumido apenas a um capítulo da própria vida. Seu passado, marcado por uma união poliamorosa com nove mulheres, fez parte da sua trajetória, mas não deveria ser um bloqueio permanente para novas oportunidades. A experiência de Arthur reflete um conflito entre a imagem tradicional que concursos buscam transmitir e histórias de vida fora do padrão, trazendo à tona a discussão sobre como lidar com relacionamentos poliamorosos e diversidade em contextos institucionais.
Em meio a essa discussão, fica claro que a vida pessoal de Arthur não define suas capacidades ou potenciais contribuições. A questão central parece estar na dificuldade de conciliar expectativas tradicionais com uma realidade cada vez mais diversa. O importante agora é como as pessoas e instituições irão lidar com essas novas dinâmicas, abrindo espaço para que experiências diferentes possam ser valorizadas.

